Militância convicta preenche as fileiras do PCP

Nunca na sua vida centenária o grande colectivo partidário dos comunistas esteve livre de ataques. No entanto, é seguro afirmar que nos últimos anos se tem assistido ao seu incremento. Primeiro, a pretexto da realização da Festa do Avante! no primeiro ano em que o País se viu atingido pela epidemia da COVID-19; pouco tempo depois a propósito do seu XXI Congresso e, mais recentemente, com a constante deturpação da sua posição relativa ao conflito que se trava na Ucrânia.

É inegável que estas ofensivas ideológicias e as inúmeras campanhas difamatórias travadas contra o PCP, os seus militantes e os seus dirigentes têm diferentes impactos na vida do Partido e na sua relação com os trabalhadores e o povo português. Por outro lado, estas investidas do grande capital e dos seus centros de propagação ideológica despertam o interesse de muitos pelo PCP. Esta semana, chegam ao Avante! relatos de dois militantes que de tanto ouvirem falar negativamente sobre os comunistas, optaram por procurar saber mais sobre eles.

José, de 19 anos, é natural de Guimarães e estuda actualmente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Foi depois do início da nova fase de confrontação do conflito na Ucrânia, no início deste ano, que percebeu que a história não estava a ser contada de forma sincera – em especial no que tocava à posição assumida pelo PCP. «No começo da guerra senti que havia efectivamente uma campanha de propaganda contra o PCP. Senti na pele o aumento dos preços e a minha vida ficou, efectivamente, pior. Não porque sou pobre, mas sim porque o sistema me faz pobre», admitiu.

Foi assim que, em Julho deste ano, chegou até às portas do Centro de Trabalho de Guimarães. Da cidade minhota saltou, muito rapidamente, para a Atalaia, no Seixal, onde participou nas jornadas de implantação da Festa do Avante!. «A experiência foi muito positiva e foi uma das principais razões para sentir que queria ficar com o Partido», garante, ao falar sobre a partilha de um objectivo comum e a união que ali sentiu.

De volta ao Porto, José afirma que a luta não se faz sozinha, nem na sua faculdade, nem em mais lado nenhum. «Quantas mais pessoas acreditarem e se mobilizarem, mais força teremos», afirma convictamente.

Ricardo, sobre os seus primeiros passos no Partido, conta uma história parecida. Açoriano, com 28 anos e prestes a terminar a licenciatura de Engenharia Mecânica na Universidade de Aveiro, salienta que, a partir dos noticiários, sempre ouviu falar do PCP, mas que foi apenas aquando da realização do último congresso que decidiu tentar perceber melhor o seu projecto e as suas posições: «Decidi acompanhar o congresso porque estavam a fazer uma campanha tão negra contra o Partido que fiquei com curiosidade. Rapidamente descobri que até me identificava com muitas das coisas que ali estavam a ser ditas pelos vários militantes», afirma.

Acabou por se inscrever na JCP em Janeiro de 2021 e, posteriormente, durante o Verão, no Partido. «Sou sincero, senti uma necessidade imediata de me juntar ao Partido, foi algo mesmo feito a partir do coração», admite. «Sinto que este é o meu Partido. Obviamente que ainda há muita coisa que não sei, mas também estou aqui para aprender e ajudar a cultivar, mas não tenho dúvidas de que esta é a força com que me identifico», acrescenta ainda.

 



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