Mais verbas e novas regras no apoio às artes
O PCP apoia o movimento dos cidadãos de Ponta Delgada, nos Açores, em defesa do Teatro Micaelense, que no dia 17 promoveu uma concentração junto ao histórico equipamento cultural açoriano contra o subfinanciamento público a que se encontra votado.
Numa nota emitida anteontem, 21, a Direcção da Organização da Região Autónoma dos Açores do Partido manifesta o seu «apoio incondicional» à luta dos trabalhadores do teatro, «cuja situação laboral, como infelizmente a de muitos outros, é injusta e insustentável».
O PCP refere que a «incúria deste e dos anteriores governos, especialmente evidente na área da Cultura, também assume um carácter de má gestão dos interesses públicos», lembrando a falta de manutenção das instalações do Teatro Micaelense nos quase 20 anos que se seguiram às obras de requalificação, em 2004. O Partido defende, na Região como no País, o investimento de 1% dos orçamentos públicos para a Cultura.
No Algarve, são várias – e relevantes – as estruturas culturais que ficaram excluídas de apoios no âmbito do concurso da Direcção Geral das Artes, cujos resultados provisórios são já conhecidos. Entre elas, contam-se a Companhia de Teatro do Algarve – ACTA, o Colectivo Janela Aberta Teatro – Associação Cultural, a Mãozorra Associação Cultural, a Folha de Medronho – Associação de Artes Performativas e a Corpodehoje – Associação Cultural.
Estas entidades, como outras em todo o País, ficaram de fora, «não porque não cumprissem os critérios estabelecidos nos concursos mas por falta de dotação orçamental», afirmou o deputado João Dias, dia 12, numa reunião com a ACTA. O PCP defende mais verbas e novas regras para o apoio às artes.