José Dias Coelho é exemplo para os comunistas de hoje
José Dias Coelho, resistente anti-fascista e militante comunista, foi homenageado, dia 19, numa sessão evocativa realizada em Lisboa.
Exemplo de resistência, coragem e compromisso com o povo
Ao final da tarde de segunda-feira, várias pessoas concentraram-se no Largo do Calvário, em Alcântara, para um desfile que terminou na rua que agora assume o nome do pintor. O local onde foi assassinado a tiro pela PIDE, há 61 anos. José Dias Coelho tinha então 38 anos. Foi ainda jovem que o militante-artista escolheu a vida de funcionário clandestino e assumiu a tarefa de pôr de pé uma oficina de falsificação de documentos, destinados à defesa dos seus camaradas.
Foi nessa rua, decorada por bandeiras do Partido, que o músico Pedro Salvador deu início à homenagem. A este, juntaram-se vários membros do Coro Lopes Graça que, estando presentes na iniciativa, cantaram de improviso. «De todas as sementes confiadas à terra/ É o sangue derramado pelos mártires/ Que faz levantar as mais copiosas searas», lê-se na placa evocativa do artista plástico comunista, junto à qual foi depositada uma coroa de cravos vermelhos.
No final, Inês Zuber, do Comité Central e da Direcção da Organização Regional de Lisboa, dirigiu algumas palavras aos presentes, lembrando o exemplo de resistência e coragem de José Dias Coelho e o seu compromisso com o povo.