Luta continua na EMEL por salários dignos
Trabalhadores da EMEL concentraram-se junto aos Paços do Concelho, faz hoje uma semana, para reivindicar um aumento salarial «digno». A Secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, participou e interveio na concentração.
Em causa está a decisão unilateral do Conselho de Administração da EMEL de dar por encerradas as negociações para este ano, aquando da entrega de uma resolução aprovada pelos trabalhadores em plenário realizado a 27 de Outubro, recusando assim aumentos salariais capazes de compensar a escalada da inflacção.
O CESP considera que os trabalhadores da empresa municipal de estacionamento da capital foram «desconsiderados» pelo Conselho de Administração num processo negocial que se arrastou durante meses. A Câmara Municipal de Lisboa (CML), único accionista da empresa, também tem responsabilidades, por mais que procure desresponsabilizar-se da situação em que se encontram estes trabalhadores.
O aumento deste ano, garante o sindicato, está «muito aquém do reivindicado pelos trabalhadores e do aumento do custo de vida». O presidente da CML «não pode andar a apregoar que é inaceitável aumentos salariais inferiores à inflação ao mesmo tempo que recusa tomar medidas pelos trabalhadores que estão sob a sua dependência e que tiveram aumentos salariais muito inferior à inflação».
Na concentração do passado dia 3 saiu o compromisso de realizar um novo plenário para exigir que a autarquia «tome medidas imediatas para o início imediato do processo negocial, de modo a permitir que os salários dos trabalhadores sejam valorizados ainda no ano de 2022».