É em momentos como este que o Partido é mais precioso
É com preocupação pela situação nacional e internacional mas, simultaneamente, com confiança nos trabalhadores e no povo, que aqui estamos e vamos continuar a luta, asseverou Jerónimo de Sousa, domingo, em Ponte de Lima.
A situação nacional e internacional confirmam as análise do PCP
O Secretário-geral do PCP falava num almoço com militantes e amigos do Partido em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, que juntou mais de 150 pessoas, a maioria das quais do concelho, num sinal claro da capacidade de superação das dificuldades por parte do grande colectivo comunista, sempre e quando a tal se dispõe – sem pressas, mas sem pausas.
Jerónimo de Sousa estava, por isso, legitimamente orgulhoso e disso mesmo deu nota na sua intervenção. Também evidenciou confiança e sublinhou a necessidade de preservá-la, projectada nos trabalhadores e no povo, na intervenção e capacidade de esclarecimento e mobilização, em especial quando atravessamos um momento particularmente complexo que, no fundamental, confirma as análises sobre a situação nacional e internacional do PCP.
«Tínhamos razão quando concluímos no nosso Congresso [XXI] que as crescentes contradições do capitalismo, a braços com as suas limitações, poderia levar a uma perigosa tensão no plano internacional, acentuando-se a sua acção de ingerência, confrontação e militarização», referiu o dirigente, para quem, no plano nacional, se confirma, igualmente, a razão do Partido.
O quadro político encontra-se «marcado pela maioria absoluta do PS, em que emerge o seu compromisso para com o grande capital». Paralelamente, ocorre a «ampla projecção de projectos e forças reaccionárias», assim como «a submissão do Governo e das forças da política de direita ao imperialismo norte-americano e à UE», detalhou.
Têm, assim, sustento as preocupações do PCP, prosseguiu Jerónimo de Sousa, que dando como exemplo a inflação registada em Junho, pelo INE, em termos gerais e em especial nos combustíveis e bens alimentares, acusou o executivo do PS de dar voz às exigências de contenção salarial do grande patronato, do BCE e da UE.
«O que querem com essa orientação é fazer pagar a crise aos mesmos de sempre – aos trabalhadores, aos reformados, à população», aduziu Jerónimo de Sousa, que ressalvando que para o Partido é «crucial aumentar salários e pensões» face ao que «aí está e ao que aí vem», considerou que «os portugueses não confiaram o seu voto ao PS para praticar esta política, para – outro exemplo –, deixar o Serviço Nacional de Saúde em perigo de colapso para gáudio dos negociantes da doença.
É nestes momentos que é mais precioso o PCP, que sempre teve a palavra de ordem certa no momento exacto, concluiu.