Reforçar as fileiras do PCP para enfrentar o anticomunismo

É indiscutível que a campanha mediática de difamação do PCP, dos seus militantes e dos seus dirigentes se tem adensado nos últimos anos e que visa todos os aspectos da vida e intervenção diária do Partido. No entanto, é digno de registo que ela tenha tantas vezes um resultado inverso ao esperado por quem a urde.

Ao PCP, e à JCP também, chegam todos os dias novos militantes. Muitos deles, que votaram sempre na CDU e sempre se identificaram com os valores e os ideais comunistas, dão o passo em frente e inscrevem-se porque reconhecem que esta campanha contra o Partido não só não é justa como tem de ser contrariada.

As histórias dos dois novos militantes publicadas nesta edição do Avante! demonstram que em tudo pode existir contradição e que, até mesmo na cruzada do capital contra o PCP, existe experiência e força que se acumula com os que se encontram do lado certo da história.

«É preciso alertar para toda a campanha anticomunista que está a acontecer. Devemos tomar um atitude mais activa, de modo a não perdermos terreno», afirma Renato, de 31 anos, natural de Almeida, Guarda. O jovem arquitecto, que trabalha agora no Porto, revela que não tem memória da primeira vez que ouviu falar do PCP. Apesar de ter sido criado numa família «relativamente de esquerda», nunca teve nenhuma ligação particular ao Partido.

Em 2021, convidaram-no para fazer parte de uma lista da CDU, mas mesmo antes disso já seguia o PCP e a CDU, até porque sempre comungou dos valores e ideais comunistas. Recorda que, desde o momento em que começou a prestar mais atenção a questões políticas, sempre assumiu que era de esquerda.

«Nunca fez sentido na minha vida ser de direita. Para mim não faz sentido de todo. O PCP pareceu-me o partido ideal. Sempre pensei que se algum dia fizesse parte de algum partido, seria do PCP e nunca de outro», afirma.

Renato, que participou na Assembleia da Organização Regional da Guarda, no dia 10 deste mês, relata que a sua integração na organização partidária tem sido uma experiência bastante positiva e agradece a oportunidade de ter contribuído para a discussão da assembleia da sua organização regional.

Tânia, natural de Lisboa, mas moradora de Trigaches, concelho de Beja, já há seis anos, conta a história de como sempre esteve em contacto com o PCP à porta do edifício onde se realizava a X Assembleia da Organização Regional de Beja. Ao lado dela, sentava-se o homem que lhe deu, a ela e aos seus irmãos, a conhecer o Partido: o seu pai, militante e sindicalista durante grande parte da sua vida.

Engenheira florestal de profissão, conta que agora se tem dedicado à agricultura na sua aldeia, e que foi uma discussão que o seu marido teve com uma camarada após umas eleições que a fez pensar: «tem de ser e tem de ser agora!» Inscreveu-se no Partido em meados de Maio e hoje afirma que dali «já não sai» e que dali «já ninguém a tira».

Relata que, para além de ter sido bem recebida no PCP, os camaradas «têm sido verdadeiros tutores» na sua formação política e que a convidam para ir ao máximo de iniciativas a que pode. Acrescenta que está um bocado receosa em assumir algumas tarefas novas, mas que, para já, o que tem em mãos, é «participar o mais possível em tudo aquilo que puder» e é isso mesmo que quer fazer.

 



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