Mais e melhores transportes públicos

Um serviço público de transportes adequado às necessidades da maioria da população é uma luta de sempre do PCP, cujas propostas são validadas pela persistente carência de serviços e pelo preço das tarifas.

Prossegue a aposta em operadores privados em detrimento do serviço público

Lusa

Exemplo disso é a situação dos transportes rodoviários na Área Metropolitana do Porto (AMP), onde continuam «por resolver os problemas de fundo da mobilidade e do reforço de oferta e da qualidade de serviço» Isto porque, «perante justos descontentamentos e incompreensões das populações» e apesar de reiterados alertas e propostas do Partido, autarcas e órgãos metropolitanos «prosseguem um caminho de preferência pelo negócio com privados em detrimento do operador público, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP)», não tendo agora razão para vir lamentar que exista «um concurso em andamento que, segundo dizem, não permite alargar o serviço da STCP a toda a AMP», sublinha a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP.

A DORP recorda que o PCP defendeu, em diversos órgãos do Poder Local e não só, a consagração da STCP como operador interno de toda a AMP, na perspectiva de consolidação do papel estratégico desta empresa pública e da criação de condições para o seu progressivo alargamento. Contudo, «ao longo destes anos, o presidente do Conselho Metropolitano e os vários presidentes de Câmara recusaram a proposta», insistindo em reduzir «a STCP cada vez mais à cidade do Porto e abrindo espaço para o negócio dos privados».

Neste sentido, os comunistas reiteram a «justeza da posição que o PCP adiantou em 2018», nomeadamente «a definição da STCP como operador interno de toda a AMP, assumindo no imediato a responsabilidade pela operação nos concelhos do Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia e Valongo, onde intervém; a calendarização do alargamento faseado aos restantes concelhos, onde a STCP passará futuramente a assumir a operação, substituindo os privados à medida que tenha condições para assegurar o serviço com qualidade; medidas de defesa e salvaguarda dos postos de trabalho das empresas privadas que fazem hoje o serviço, designadamente com a prioridade à contratação para a STCP destes motoristas (e outros trabalhadores) a fim de responder às necessidades decorrentes do alargamento da operação.»

Também em Aveiro, o Partido garante que «o povo e os trabalhadores podem contar com o PCP na luta pela gratuitidade e a intermodalidade de transportes públicos, por um sistema de transportes públicos de qualidade, com carreiras e horários que dêem resposta às suas necessidades.»

Os comunistas aveirenses reafirmam a urgência de apostar «em empresas públicas prestadoras do serviço público e no investimento público, colocado ao serviço da economia e das populações.» Solução tanto mais validada, explica em nota de imprensa a Organização Regional do PCP, quanto se confirma a persistência do fraco serviço prestado pela Transdev/Aveiro Bus, onde avultam «a falta de linhas que abranjam toda a cidade, os horários inadequados ao horário laboral e escolar que afectam milhares de trabalhadores e estudantes, o estado deficiente de algum do material circulante e a falta de pessoal», transformando «a deslocação de autocarro em Aveiro num verdadeiro caos» e as ligações às freguesias do concelho e aos concelhos vizinhos «insuficientes, prejudicando a mobilidade das populações.»

Acresce que «devido à falta de investimento e contratação de mais trabalhadores, a Transdev, não tem capacidade para substituir um trabalhador que não pode comparecer ao trabalho, levando a que se suprimam essas carreiras», ao que se soma, ainda, o incomportável custo das viagens para a maioria das famílias.




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