Tribuna pública no Seixal por mais e melhores transportes

REIVINDICAÇÃO Fim do lay-off, reforço da oferta, higienização e arranque de novas fases do metro de superfície foram reivindicações deixadas pelo PCP numa tribuna pública, dia 30.

A epidemia veio pôr a nu os problemas e falhas estruturantes

Na iniciativa, promovida na Cruz de Pau pela Comissão Concelhia do Seixal, intervieram Manuel Araújo, presidente da Junta de Freguesia da Amora, Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, e Bruno Dias, deputado do PCP na Assembleia da República, informou a Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) em nota enviada à imprensa.

Nas diversas intervenções foi sublinhado que, no contexto da epidemia de COVID-19, é necessário tomar medidas nos transportes públicos, correspondendo às orientações apontadas pela Direcção-geral da Saúde para a contenção da propagação da doença.

Medidas que a generalidade da população tem respeitado. No entanto, acrescentaram os oradores, tem-se assistido ao atropelo dos direitos dos utentes e da população, designadamente pela redução da oferta de transportes, de que serve de exemplo as carreiras da Transportes Sul do Tejo (TST) a funcionarem com horários reduzidos enquanto os seus trabalhadores permanecem em lay-off.

Já na SulFertagus, a operar em pleno, os passageiros são transportados em situações de sobrelotação, denunciou-se também na tribuna pública, pelo que se questionou para que serviu, afinal, a retirada dos bancos das composições? Para levar os passageiros como “sardinhas em lata” quando os bancos e uma correta lotação nos comboios aumenta e assegura um eficaz distanciamento físico, realçou-se.

Verifica-se, assim, que a epidemia veio pôr a nu os problemas e falhas estruturantes nos transportes, constatou-se ainda, antes de se reiterar reivindicações há muito feitas pelo Partido, tais como o fim da suspensão simplificada dos contratos nos TST, o reforço imediato da oferta de transportes, independentemente da quantidade de utilizadores, para assegurar aos utentes deslocações em segurança, ou a disponibilização, nos veículos e nas estações, de soluções à base de álcool que permita a higienização das mãos à entrada e à saída dos transportes e cais.

O PCP reclama, igualmente, o arranque imediato da Fase 2 e 3 do metropolitano de superfície, designadamente as ligações entre Corroios e Fogueteiro, e desta localidade ao Seixal e ao Barreiro, proporcionando mobilidade alternativa e em segurança, frisa a DORS.



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