Passe família na AM do Porto chega tarde e aos tropeções em cortes nas carreiras

TRANSPORTES Cerca de um ano depois de ter entrado em vigor na Área Metropolitana (AM) de Lisboa, o Passe Família chegou à AM do Porto, mas com escassa divulgação e com serviços degradados, acusa o PCP.

O PCP continuará a lutar pela melhoria do serviço

A aplicação da medida que permite que todos os elementos de um agregado tenham acesso ao passe único por um preço fixo – 80 euros para toda a AMP ou 60 euros no caso dos passes concelhios –, sendo essencial para as famílias do distrito pela redução de custos que representa, entra todavia em vigor de forma tardia e minada por falta de divulgação aos utentes.

Em comunicado divulgado a propósito da entrada em vigor dos referidos títulos, a 1 de Junho, a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP nota, também, que estes chegam «numa altura em que muitas famílias não têm os serviços necessários de transporte colectivo, devido à redução de horários, o que tem motivado a intervenção do PCP e a luta das populações».

A DORP do PCP recorda, ainda, que «o Passe Único, aprovado em 2018, foi uma grande conquista para as populações das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto», confirmando-se «como o verdadeiro incentivo ao uso do transporte colectivo». Uma medida, acrescenta-se, «que o PCP tem reivindicado ao longo de mais de 20 anos, sempre com resistências do PS, PSD, CDS e BE».

De resto, os comunistas portuenses identificam resistências semelhantes à aplicação de todas as componentes do Programa de Apoio à Redução Tarifária por parte da entidade metropolitana do Porto, designadamente o «acesso universal ao Sub-13 Metropolitano», uma vez que «é vedado o acesso a crianças que beneficiam do passe escolar», o desconto de 50 por cento para reformados e os já referidos passes família.

«O PCP tem vindo a exigir o cumprimento desta medida na AMP, assumindo várias formas de luta com a população». Por isso garante que, da mesma forma, «continuará a lutar pela melhoria do serviço e da qualidade dos transportes públicos e colectivos», nomeadamente pela «reposição imediata dos serviços (carreiras e frequências) que se realizavam no início de Março».

Um só País

No início da semana passada, a DORP do PCP tomou igualmente posição acerca do plano de retoma de voos apresentado pela TAP, o qual, até a administração da empresa ter sido obrigada a recuar, definia um número de ligações a partir do Aeroporto do Porto que «não correspondem nem às necessidades das populações, nem da região, e reflectem opções de gestão que não colocam como prioridade o desenvolvimento do País como um todo».

«Na verdade, trata-se de mais um episódio decorrente da ruinosa privatização feita pelo governo PSD/CDS que o governo minoritário do PS nunca quis reverter devidamente, abdicando do necessário controlo público sobre a empresa e da definição estratégica das suas opções», acusa a DORP, que insiste na «necessidade de uma urgente intervenção do Estado que salve a empresa», assumindo «o seu controlo público e colocando-a ao serviço do País e do seu desenvolvimento».




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