Para que não se repitam os horrores de Auschwitz
Parlamento aprovou, dia 14, um voto apresentado pelo PCP de pesar pelas vítimas do nazi-fascismo nos 75 anos da libertação pelo Exército Soviético do campo de concentração de Auschwitz, «onde foram assassinados – nas câmaras de gás, pela fome e a doença, nos fuzilamentos e sob a tortura – mais de um milhão e cem mil seres humanos».
No texto, votado favoravelmente por todas as bancadas à excepção de PSD , CDS e IL, que se abstiveram, considera-se que ao assinalar esta data «é justo recordar o contributo da URSS e do povo soviético - que sofreu mais de 20 milhões de mortos - para a Vitória sobre o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial».
«75 anos depois, só pode ser motivo de preocupação e de indignação o surgimento em países na Europa de forças que reabilitam o fascismo e glorificam os colaboradores com o nazismo, ao mesmo tempo que destroem monumentos ao exército soviético e perseguem os comunistas e outros democratas», refere-se no voto proposto pelo PCP, onde se sublinha ainda o carácter imperativo que assume a «consciencialização e mobilização dos democratas em defesa da paz e da verdade, rejeitando o branqueamento do fascismo», «para que nunca mais se repitam os horrores de Auschwitz, do nazi-fascismo e da guerra».
Nesse sentido, lê-se no voto, a AR «recorda e homenageia as vítimas do nazi-fascismo, assim como todos quantos resistiram, lutaram e derrotaram a barbárie nazi-fascista à custa de inenarráveis sacrifícios» e «repudia o branqueamento do fascismo, a banalização da ideologia fascista e a promoção de forças de cariz fascista».
Memória do Holocausto
Já um outro voto de pesar, este de evocação pelas vítimas do Holocausto e que foi apresentado pelo presidente da AR, Eduardo Ferro Rodrigues, mereceu a aprovação unânime da câmara (com a ausência do Chega).
Nele é realçada a necessidade de «impedir o esquecimento e promover a educação das gerações mais jovens» em valores como liberdade, igualdade e dignidade humana. «Em 2020, é através do exemplo daqueles que então souberam estar à altura dos seus valores e que tudo arriscaram e perderam que nos podemos inspirar para assinalar esta missão de preservação da memória», refere o voto evocativo do Dia da Memória do Holocausto.