Soluções para habitação e pobreza
INTERVENÇÃONo dia 20 de Maio, a campanha eleitoral com João Ferreira, cabeça de lista da CDU às eleições para o Parlamento Europeu (PE), abordou os que afectam particularmente os mais idosos.
Continuar até ao último minuto a grande campanha da CDU
De manhã, a campanha arrancou com uma arruada em Moscavide. «Mais força à CDU», lia-se numa faixa que atravessou uma das principais artérias daquela freguesia do concelho de Loures. Ao ritmo de bombos e gaita de foles, os activistas empunhavam as cores da Coligação PCP-PEV e avançaram com reivindicações: «Mais salários e direitos» e «Desenvolvimento e soberania». Entre muitos outros, a acção contou também com a presença de Mariana Silva, candidata, Bernardino Soares, presidente da autarquia, e Rui Braga, do Secretariado do Partido.
João Ferreira lembrou que, não só na Área Metropolitana de Lisboa, cada vez mais pessoas estão a ser despejadas das suas casas, um efeito da lei das rendas do anterior governo, do PSD/CDS, que permanece «porque o PS tem mostrado indisponibilidade para fazer aquilo que era necessário», que é «revogar a lei (dos despejos) e acabar com o efeito devastador que está a ter para muitas famílias».
Em Portugal e no PE, a CDU e o PCP têm reclamado «a defesa do direito à habitação», intervindo na «discussão dos regulamentos dos fundos estruturais» e garantindo que o Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional ou o Fundo de Coesão «possam financiar investimentos na habitação». «Precisamos de mais políticas públicas no domínio da habitação, não apenas para as famílias de menores rendimentos, mas também para as de rendimentos intermédios, assegurando o Estado a oferta de preços acessíveis, que possam ter um efeito de contenção na especulação que hoje domina o mercado imobiliário», defendeu o candidato.
João Ferreiro deu ainda conta de fundos da União Europeia (UE) que «estão a ser utilizados em projectos ditos de reabilitação urbana», que «expulsam pessoas das suas casas, dos centros das cidades, para construir hotéis, alojamentos locais e outros tipos de investimento desta natureza». Neste sentido, exige-se «uma avaliação do impacto social e da aplicação destes fundos».
Terra de luta e coragem
No Couço, Coruche, após um almoço com mais de duas centenas de pessoas, que obrigou a alargar as mesas para uma parte exterior da Casa do Povo, João Ferreira prestou contas do trabalho desenvolvido pelos deputados do PCP no PE, que deu «especial atenção» à luta contra a pobreza e a exclusão social. A «promoção de um rendimento mínimo enquanto instrumento transitório que garanta a resposta a situações de urgência social, contribuindo para a integração através do trabalho com direito» e «consolidando respostas que garantam a autonomia dos indivíduos» foi uma das muitas propostas apresentadas pelos comunistas.
Tendo em conta que existem «mais de dois milhões de portugueses que estão ou se encontram em risco de pobreza», a grande maioria assalariados, reformados e pensionistas, o candidato voltou a defender o aumento geral dos salários, a começar pelo salário mínimo nacional para 850 euros, bem como das pensões e reformas. «Reforma sem penalizações para quem tenha 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade», foi outra ideia avançada.
A iniciativa contou também com as palavras de Augusto Figueiredo e a presença de Mariana Silva, ambos candidatos. Manuela Pinto Ângelo, do Secretariado do PCP, também marcou presença.
À noite, João Ferreira participou num debate na RTP entre os primeiros candidatos dos partidos políticos com assento no PE, moderado por Maria Flor Pedroso. Entre outras temáticas, o candidato da CDU desafiou PS, PSD e CDS a dizerem em que matérias fundamentais votaram, em Bruxelas, de maneira diferente. Não obteve resposta.