No distrito do Porto discute-se o Partido e a sua intervenção
ORGANIZAÇÃO Empresas e Sectores Estratégicos, Sector Intelectual e Concelhia de Valongo são três organizações do PCP no distrito do Porto que recentemente realizaram, ou vão realizar, as suas assembleias.
A realização de assembleias é uma das medidas a implementar em 2018
A Resolução do Comité Central do PCP sobre o reforço do Partido, de Janeiro deste ano, destaca que a «realização das assembleias das organizações é uma das componentes da democracia interna integrante dos princípios de funcionamento do Partido». Nelas são eleitos os organismos dirigentes, avaliado o trabalho realizado e a situação nas áreas do âmbito da responsabilidade de cada uma das organizações e definidas as orientações para a intervenção partidária, no quadro da orientação geral.
Foi disto que falaram ao Avante! Belmiro Magalhães, Daniel Vieira e Ricardo Galhardo, que na Direcção da Organização Regional do Porto do PCP assumem a responsabilidade pela Organização das Empresas e Sectores Estratégicos, Sector Intelectual e Organização Concelhia de Valongo, respectivamente. De como as assembleias e todo o seu processo preparatório constituem momentos decisivos para o reforço da organização e intervenção do Partido.
Concentrar esforços para crescer
No caso da Organização de Empresas e Sectores Estratégicos, a assembleia é depois de amanhã, 17, e é a primeira desta nova organização, nascida de uma decisão da Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP, realizada em Fevereiro. Ao concentrar-se os principais sectores profissionais e respectivas células numa mesma organização, «com mais meios e quadros», espera-se impulsionar a acção partidária junto dos trabalhadores, sublinha Belmiro Magalhães. Para o membro do Comité Central, o objectivo é, mais adiante, ter «mais Partido nas empresas e mais camaradas com tarefas nos locais de trabalho».
Nesta nova organização passam a estar integrados os militantes comunistas do sector dos transportes, indústrias eléctricas e químicas, metalurgia e automóvel, alimentação, sector financeiro, vigilância e limpeza, comércio, hotelaria e das várias áreas da Administração Pública e as respectivas células. Actualmente, o Partido conta com células na Efacec, Petrogal, Unicer, Sakhti, Brisa, Aeroporto, call center PT, STCP, CTT, Inapal, Lactogal, comércio e hotelaria e os organismos dos bancários, função pública, Hospital de São João e enfermeiros.
A Organização de Empresas e Sectores Estratégicos, acrescenta o membro do Comité Central, passa a organizar perto de meio milhar de militantes: 31 por cento são operários industriais e 62 por cento empregados.
O projecto de resolução política que estará em apreciação no próximo sábado contém orientações precisas para cada um dos sectores e células e aponta como uma das prioridades a criação de novas organizações em empresas e locais de trabalho.
Conhecer para melhor intervir
O Sector Intelectual (Sintel) realizou a sua 11.ª Assembleia a 27 de Outubro e o seu lema – «Mais Partido entre os Trabalhadores Intelectuais» – revelava os principais objectivos a que se propunha. A sua preparação envolveu as várias organizações e subsectores do Sintel: médicos, professores, arquitectos, psicólogos e outros técnicos da área social, investigadores, trabalhadores da tecnologias de informação e comunicação, juristas, trabalhadores da comunicação social, artistas plásticos e trabalhadores das artes do espectáculo. A reflexão produzida em toda a fase preparatória sobre as diferentes áreas proporcionou condições favoráveis ao acerto da orientação do Partido, constante na Resolução Política aprovada na assembleia por unanimidade.
A preparação da assembleia, como evidentemente a sua própria realização, permitiram identificar prioridades para o reforço da organização do Partido nestes sectores e áreas profissionais e para a intervenção junto dos trabalhadores intelectuais. Entre elas contam-se o recrutamento, a regularidade no funcionamento dos vários subsectores profissionais, a dinamização do trabalho na área cultural, o reforço do movimento sindical unitário e a constituição de grupos de trabalho para a actividade unitária e o movimento associativo e cultural.
Na nova direcção do Sintel, maioritariamente composta por quadros jovens, está assegurada a ligação a novos subsectores, o que facilita o cumprimento das orientações políticas e organizativas definidas pela assembleia.
Objectivos cumpridos
No passado sábado, 10, foi a vez de a Organização Concelhia de Valongo realizar a sua assembleia, a 10.ª. A anterior tivera lugar no início de 2013 e desde então muito mudou, da realidade do País e do concelho à disponibilidade dos militantes. O processo preparatório desta 10.ª assembleia iniciou-se no início do ano e envolveu toda a organização, valorizou Ricardo Galhardo, do CC, acrescentando que desse debate resultou a definição de prioridades e objectivos a que a assembleia deveria responder.
Um deles relacionava-se com a composição da Comissão Concelhia, que deveria não só ser renovada como incluir uma maior ligação ao mundo do trabalho e à realidade do concelho, o que veio efectivamente a acontecer: o organismo eleito conta com 22 membros, dos quais sete integram-no pela primeira vez; entre os eleitos há activistas sindicais e associativos, eleitos autárquicos municipais e das freguesias, empresários e estudantes.
Entre as decisões assumidas contam-se, nomeadamente, uma melhor estruturação do trabalho partidário nas freguesias, a realização em 2019 de assembleias nas cinco organizações de freguesia, a reestruturação da célula do Partido na Câmara Municipal e a criação da célula na Hutchingson, empresa do sector eléctrico na qual trabalham mais de 600 pessoas e onde o Partido tem não apenas militantes como alguns trabalhadores referenciados no âmbito da campanha dos cinco mil contactos.