Aveiro precisa da CDU

Derrotar a política de direita

Na apresentação dos candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Aveiro, Miguel Viegas, cabeça de lista, manifestou confiança num bom resultado eleitoral no distrito. Jerónimo de Sousa defendeu o desenvolvimento soberano do País.

Temos hoje cerca de 80 mil desempregados»

Numa grande iniciativa realizada na sexta-feira na Praia de Esmoriz, onde estiveram várias centenas de pessoas, Miguel Viegas começou por saudar o «grande colectivo da CDU», composto por «homens, mulheres e jovens que dão corpo e vida a este grande espaço de cidadania e intervenção política».

«A CDU, com os seus activistas, com os seus valores, com o seu projecto e com a sua prática de sempre apresenta-se mais uma vez a estas eleições com uma autoridade moral e com políticas únicas, de quem nunca defraudou o distrito de Aveiro e as suas populações», afirmou, referindo que a lista ali apresentada «tem estado sempre ao lado das populações, na defesa das suas aspirações e em luta contra os efeitos da política de direita, praticada por PS, PSD e CDS» e é, em si mesma, «a garantia mais sólida de que os interesses da população e dos trabalhadores serão sempre colocados em primeiro lugar».

Efeitos desastrosos

Miguel Viegas salientou ainda que o distrito de Aveiro espelha, talvez como nenhum outro, os efeitos da desastrosa política de direita. «Temos hoje cerca de 80 mil desempregados, a maioria dos quais sem receber subsídio, número que só não é maior em virtude da emigração em massa de trabalhadores jovens e qualificados que abandonaram a região ao longo dos últimos anos por falta de condições para aqui construírem as suas vidas», acusou, lembrando que aquele distrito, «que chegou a ser um importante pólo industrial, definha de dia para dia».

Só a indústria transformadora perdeu, entre 2000 e 2013, mais de 30 mil postos de trabalho directos. «Quem conhece este concelho de Ovar e esta Freguesia de Esmoriz poderá testemunhar o que foi a luta dos trabalhadores da Aerosoles pela manutenção dos postos de trabalho e de tantas outras empresas que encerraram ou despediram milhares de trabalhadores, como seja a Yazaki, a Philips ou a Tovartex. Veja-se a pesca, que sustentou centenas de famílias aqui na praia de Esmoriz e que hoje enfrenta um mar de dificuldade, ao mesmo tempo que nos transformamos num país importador líquido de pescado», criticou o candidato.

Segundo Miguel Viegas, também «as respostas sociais e os serviços públicos fundamentais espelham aqui no distrito de Aveiro a aplicação em primeiro lugar dos PEC 1, 2 e 3 do PS e depois, a partir de 2011, o pacto de agressão assinado por PS, PSD e CDS e aplicado pelo actual Governo». «Na Saúde, na Educação e na Segurança Social saltam à vista as consequências dos encerramentos, perda de valências, fusões e dos despedimentos», lamentou, denunciando o papel das câmaras municipais de Aveiro (PSD/CDS), na municipalização da cultura, de Estarreja (PSD/CDS), na destruição do Hospital, e de Águeda, da Mealhada (ambas do PS), de Oliveira de Azeméis e de Oliveira do Bairro (ambas do PSD) na municipalização da educação.

Propostas para o distrito

Miguel Viegas anunciou que o projecto da CDU para o distrito de Aveiro passa pela valorização do trabalho, pugnando por uma melhor distribuição do rendimento, pela defesa e melhoria dos serviços públicos e pela assunção do papel fundamental do Estado na garantia da sua qualidade e universalidade.

Mas o projecto da Coligação PCP-PEV passa igualmente pela criação de condições que permitam ao distrito voltar a produzir, contribuindo assim para vencer os défices crónicos de Portugal na sua balança comercial.

«Num distrito onde predominam as pequenas e médias empresas (PME), isto implica políticas adequadas de suporte a este sector, não só ao nível dos custos de contexto (como as portagens, a electricidade, o combustível, juros, etc.), mas também ao nível da distribuição dos apoios e da construção de infra-estruturas fundamentais que permitam romper com as dificuldades que são por demais conhecidas», defendeu o candidato, propondo «a elaboração de um plano de mobilidade à escala regional que ligue os vários pólos urbanos da região e assente a sua estratégia na valorização do transporte ferroviário, seja para passageiros, seja para mercadorias, sem deixar de garantir a conclusão de troços fundamentais na articulação da rede viária existente, como é o caso da ligação de Arouca ao nó da A1 em Santa Maria da Feira».

A CDU propõe ainda apoiar «a densa rede de micro, pequenas e médias empresas do distrito, fomentando o cooperativismo para ganhar escala e vencer os desafios da inovação e modernização, assegurando uma efectiva ligação às estruturas públicas de investigação existentes, designadamente na Universidade de Aveiro», e elaborar «um vasto plano de recuperação ambiental do distrito que, por um lado, resolva o atraso de séculos ao nível da nossa rede de saneamento, que continua a não chegar a centenas de localidades, e, por outro, recupere e valorize o nosso património ambiental, com particular destaque para a mata do Buçaco, Ria de Aveiro, a Pateira Fermentelos e a Serra da Freita».

Na Agricultura e na Pesca, a Coligação PCP-PEV defende «a criação de uma rede de postos de venda e a conclusão do projecto de regadio do Baixo Vouga Lagunar, orientado para a produção agrícola e agro-pecuária», e o «desenvolvimento de um sector florestal que evite a importação massiva de madeira quando temos as nossas matas ao abandono».

Jerónimo de Sousa valoriza trabalho do PCP
Ruptura e mudança necessária

No encerramento do comício, Jerónimo de Sousa sublinhou que a Coligação PCP-PEV é a força que transporta a esperança por um Portugal melhor. «O que sentimos e verificamos é que cada vez mais portugueses desejam uma CDU forte, com mais votos e deputados, porque não querem ver prosseguida, como pretendem PSD e CDS, mas também o PS, a política de corte e degradação dos salários, das reformas e pensões, dos serviços públicos, dos seus direitos à Saúde, à Educação, à Segurança Social, e, simultaneamente, ver atribuídas novas benesses ao grande capital», afirmou.

Segundo o Secretário-geral do PCP, os portugueses não querem ainda «ver prolongado o desemprego massivo, a precariedade no trabalho, que se traduz em precariedade da própria vida, o trabalho sem direitos e o aumento da exploração».

Jerónimo de Sousa deu a conhecer uma estimativa que dá conta de perdas do rendimento do trabalho. «Falam de um corte de 7,6 mil milhões de euros nos salários, enquanto as rendas do capital subiram para o seu segundo maior nível de sempre. Esta semana [numa outra estimativa] anunciou-se que os trabalhadores a receber o salário mínimo nacional tinham crescido 73 por cento desde 2011», informou, criticando o «modelo económico assente nos baixos salários e de trabalho sem direitos», a que PS, PSD e CDS promovem.

No final da sua intervenção, o Secretário-geral do Partido condenou ainda a proibição da pesca da sardinha, que afecta particularmente a população da praia de Esmoriz, e sublinhou a importância do trabalho parlamentar do PCP na Assembleia da República, que nunca deixou de levantar os problemas do distrito de Aveiro, exigindo soluções.

O comício contou ainda com a participação e intervenções de Adelino Nunes, mandatário da candidatura da CDU pelo círculo de Aveiro, Renata Costa, da Juventude CDU, e Antero Resende, quarto na lista da CDU e dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes».

Lista de candidatos

No distrito de Aveiro, a lista da CDU é encabeçada por Miguel Viegas (46 anos, professor universitário), seguindo-se Francisco Gonçalves (44 anos, professor), Andrea Doroteia (43 anos, técnica de apoio jurídico), Antero Resende (54 anos, professor), Renata Costa (27 anos, jurista), Filipe Moreira (29 anos, professor), Carla Martins (39 anos, educadora de infância), Fausto Neves (58 anos, professor/pianista), Joaquim Mesquita (53 anos, operário fabril), Isabel Tavares (44 anos, operária têxtil), João Silva e Sousa (65 anos, agricultor), Tânia Simões (26 anos, estudante), Mário Carvalho (58 anos, corticeiro), Jaime Santos (53 anos, assistente técnico), Joana Dias (31 anos, vigilante) e Carlos Ramos (44 anos, professor).

Os candidatos suplentes são: Maria Lemos (64 anos, professora), Carla Oliveira (42 anos, técnica de serviço social), Carlos Rodrigues (54 anos, professor), Fátima Flores (67 anos, professora) e Joaquim Almeida da Silva (66 anos, metalúrgico).




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