Ferroviários manifestam-se hoje

«Pare, escute, lute», apelam as comissões de trabalhadores da CP, da Refer, da EMEF e da CP Carga, que promovem hoje, com algumas organizações sindicais, uma manifestação nacional, em Lisboa. A concentração de activistas das CT e dos sindicatos está marcada para as 14 horas, frente à sede da CP, nas Escadinhas do Duque.
Esta é uma acção de luta «contra a liquidação/privatização da EMEF e da CP Carga», «contra a destruição da Refer na fusão com a Estradas de Portugal», «contra a entrega a privados dos serviços lucrativos da CP», «contra o roubo das concessões de transportes» a quem trabalha ou trabalhou no caminho-de-ferro, e «pela ferrovia, pelos ferroviários, por Portugal».
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, da Fectrans/CGTP-IN (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações), declarou «todo o empenho nesta acção», «para, todos juntos, trazermos para a rua os problemas e reivindicações dos ferroviários».

No Metropolitano de Lisboa, a greve da manhã de terça-feira, dia 24, teve forte adesão, adiantando uma dirigente da Fectrans que esta era total entre o pessoal das categorias operacionais. À agência Lusa, Anabela Carvalheira acusou o Governo e o conselho de administração de «falta de diálogo», estando «mais interessados no mecanismo para destruir a empresa, do que em encontrar soluções».
Uma nova greve de três horas está marcada para amanhã. A federação, ao anunciar as greves desta semana, afirmou que «a mudança de administração não significou mudança de vontade de resolver problemas», pelo que os trabalhadores decidiram continuar a luta, em defesa do Metro «como empresa pública, ao serviço dos utentes, e pelos postos de trabalho, o Acordo de Empresa e a sua dignidade. Anabela Carvalheira falou mesmo em «péssimas condições de trabalho que estão a ser impostas aos trabalhadores, sobretudo na área operacional».

Na CarrisBus, o plenário de trabalhadores que teve lugar no dia 18, no Camões, e no qual interveio o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos (ele próprio trabalhador da Carris), abriu «um ciclo de luta em defesa da negociação de um Acordo de Empresa, à qual a administração tem fugido, inclusive utilizando a má-fé negocial». Esta acusação da Fectrans é fundada no facto de a administração ter pedido a suspensão da reunião, já na fase de conciliação, para elaborar uma contraproposta, mas ter depois assumido uma posição de ruptura, sem que tivesse apresentado qualquer documento.
O Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos e a Fectrans ficaram mandatados para definir acções de luta com periodicidade mensal. Além disso, considerando que esta luta pelo AE é «indissociável da luta de todos os trabalhadores, contra os roubos a que todos estamos a ser sujeitos», foi decidido marcar presença na manifestação nacional de 7 de Março.

 



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