Beiralã não paga
Em vez de ir falar com os cerca de cem trabalhadores da Beiralã, que se concentraram no dia 19, desde manhã cedo, à porta da fábrica têxtil, em Seia, o administrador chamou a GNR, que se prestou a defender o incumpridor, carregando sobre os lesados para libertar o acesso à empresa.
Carlos João, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Alta, da Fesete/CGTP-IN, explicou à agência Lusa que 207 antigos e actuais trabalhadores da Beiralã reclamam o pagamento de cerca de três milhões de euros. A soma resulta do incumprimento do acordo, firmado no processo de viabilização da Beiralã, em 2009, para liquidação dos salários em atraso na altura. Só foi paga metade da primeira prestação.