Alargar a frente social de luta
O Secretário-Geral do Partido esteve presente, no passado dia 8, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, numa reunião que juntou mais de 80 pessoas, entre elas cerca de meia centena de independentes, homens e mulheres sem partido, com intervenção em áreas como o movimento sindical, as autarquias locais, o ensino, a cultura e a investigação científica. O encontro, promovido pela Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP, traduziu-se num momento importante na continuidade do trabalho persistente, determinado e alargado do Partido, com vista à concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda.
Na intervenção inicial, Jerónimo de Sousa sublinhou a urgência, perante a actual situação nacional e os perigos que comporta, de uma ruptura com a política de direita, num quadro que permita a libertação do País dos constrangimentos que entravam a recuperação económica e eliminam as suas hipóteses de desenvolvimento. Lançando o apelo aos presentes para a contribuição com questões, preocupações e opiniões, o dirigente comunista apontou alguns dos eixos fundamentais da política alternativa que o PCP propõe, a necessidade de reforço da organização e intervenção partidárias e o alargamento da frente social de luta, na construção da alternativa que o País precisa.
Ao longo da discussão, na qual foi sublinhada a coerência das análises e propostas do Partido, foram colocadas pelos presentes várias questões relativamente à situação do País, ao desenvolvimento da acção partidária e ao desenvolvimento da luta. Das principais preocupações ressaltam as relacionadas com a mensagem, esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e das populações, bem como com a construção, em concreto, da alternativa política.
Na intervenção de encerramento, o Secretário-geral do Partido agradeceu aos presentes os seus contributos e opiniões. Para a seguir sublinhar que, com a natural diversidade, essa opiniões expressaram ao mesmo tempo o acordo geral com a postura combativa do Partido e com a análise que faz da situação do País e a disponibilidade para intevir nos combates que estão hoje colocados perante os trabalhadores e o povo português.