Resistir à ofensiva

O Partido de todas as lutas

Perante uma violenta ofensiva do Governo e do grande capital contra direitos económicos e sociais dos trabalhadores e do povo, o PCP assume-se como força determinante para as duras lutas que urge travar.

O Partido é determinante para promover a unidade dos trabalhadores

Junto dos trabalhadores nas empresas, ou próximo das populações nas localidades, as organizações do Partido organizam a resistência popular à brutal ofensiva em curso, que atinge todas as áreas: dos direitos laborais à escola pública, da habitação à saúde. Intervindo com a sua posição própria, apontando o caminho da unidade e da luta, o PCP é um instrumento fundamental com que os trabalhadores e o povo contam no seu combate por uma vida digna.

Em Lisboa, o Sector dos Transportes do PCP emitiu um comunicado – dirigido aos trabalhadores da Carris e do Metro – em que denuncia o desenvolvimento do processo de privatização das duas empresas e a posição assumida pela maioria PS na Câmara Municipal, à revelia de compromissos anteriormente assumidos. Em 2013, PS e PCP convergiram, na autarquia lisboeta, na oposição à privatização das duas empresas, tendo inclusivamente ficado estabelecido que qualquer tentativa de alienação da Carris e do Metro seria de imediato objecto de contestação por parte da Câmara Municipal de Lisboa através de todos os meios, incluindo o jurídico.

Porém, na reunião de Câmara realizada no dia 20 de Novembro, o PS recuou «nesse caminho, agregador de forças para a lua que de facto vai ter que ser travada», e insistiu em colocar à votação o modelo de gestão eufemisticamente chamado de «municipalização», que incluía um conjunto de opções que o PCP sempre rejeitou e o próprio PS tinha afirmado rejeitar, nomeadamente o prolongamento dos cortes salariais e de direitos por mais sete anos, a chantagem em torno da contratação colectiva, a não reversão da política de cortes na oferta e no aumento dos custos para os utentes e a aceitação da privatização imediata da CarrisTur.

O PCP votou contra este modelo e, na declaração de voto apresentada, sublinha que a luta convergente dos trabalhdores, das populações e das autarquias «derrotará qualquer eventual tentativa de impor este processo». O recuo o PS e a posição do PCP estão incluídas no comunicado em distribuição.

Unidade e luta

A célula da Iberol, em Vila Franca de Xira, emitiu um comunicado em que apela à luta por melhores condições de trabalho naquela empresa do ramo alimentar: há cinco anos que os salários não são revistos e o subsídio de alimentação permanece no mesmo valor há vários anos, o que representa de facto uma brutal redução do poder de compra dos trabalhadores. Acresce ainda a falta de condições no refeitório, sanitários e balneários. Para o PCP, «com a unidade e a luta dos trabalhadores é possível exigir a aplicação e defesa dos direitos».

Em Vila Nova de Famalicão, o PCP esteve com os trabalhadores da limpeza industrial da Continental Mabor, que realizaram uma greve e uma concentração exigindo o aumento dos salários e o fim da discriminação em torno do pagamento do subsídio de alimentação. Presente no local, a deputada Carla Cruz saudou a tenacidade destes trabalhadores, que realizaram até ao momento quatro paralisações, e reafirmou a solidariedade do PCP com os seus objectivos, apelando em seguida à sua unidade e resistência.

No dia 28, o deputado do PCP Jorge Machado esteve presente na concentração de moradores de bairros do IHRU do Porto, Guimarães e Viana do Castelo, que protestaram junto à sede daquele instituto, no Porto, contra os aumentos brutais e repentinos das rendas que estão a ser aplicados e ainda contra a falta de obras de manutenção das habitações e a nova legislação sobre habitação social, imposta pelos partidos do Governo. Esta lei, entre outros elementos nefastos, precarizar o usufruto de habitação social.

No protesto, em que vários moradores deram a conhecer situações concretas de aumentos de rendas, que chegam a atingir valores na ordem mil por cento, foi aprovada por uma moção que reclama do Governo a suspensão dos aumentos das rendas e a realização de obras e do Presidente da República o veto à nova legislação sobre habitação social. O deputado comunista dirigiu-se aos manifestantes, reafirmando o compromisso do PCP de prosseguir a sua intervenção em defesa do direito constitucional à habitação.



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