PCP contra gestão comum da Carris, Metro, Transtejo e Soflusa

Fusão que destrói

A fusão da gestão da Carris, do Metro, da Transtejo e da Soflusa constitui «mais um passo no actual processo de degradação da oferta de transportes na área metropolitana de Lisboa». Quem o afirma são os executivos das direcções das organizações regionais de Lisboa e Setúbal do PCP que, num comunicado conjunto emitido no dia 6, garantem que o objectivo central desta medida é «criar as condições para privatizar estas empresas» e, com isso, criar oportunidades de negócio os grupos económicos do sector. À custa, como sempre sucede, do património publico, dos utentes e dos trabalhadores.

Desvendando a estratégica do Governo subjacente a tal medida, o PCP salienta a criação de um quadro em que seja «impossível ao Estado e às empresas públicas operarem» e, em seguida, impor uma situação em que o Estado, através das empresas públicas, se limite a «actividades eminentemente financeiras». Ou seja, a «gerir a dívida, as subconcessões, os subcontratos», pois a actividade comercial seria «previamente transferida para os grupos económicos, através de concessões efectuadas em condições financeiras altamente penalizadoras para o Estado e penalizadoras para os utentes e populações».

Para o PCP, os dois anos e meio de gestão comum de Carris e Metro são mais do que suficientes para se «perceber que este não é o caminho, e que a sua inversão é necessária, ao contrário da vontade e decisão do Governo PSD/CDS, que o pretende agora alargar». Com a fusão, acrescentam os dois organismos partidários, a «gestão das empresas degradou-se, ficaram mais lentas as decisões operacionais, mais opacas e menos controladas as opções políticas que lhe estão subjacentes». Ao mesmo tempo que se tornou mais difícil às organizações dos trabalhadores fazerem o controlo de gestão previsto na lei.

O PCP lembra ainda que no plano operacional estes dois anos e meio de gestão comum ficam marcados pela «perda acelerada de qualidade e de fiabilidade da operação, de paralisia do investimento, de diminuição do número de passageiros, de aumento da dívida das empresas, de degradação do clima laboral e dos níveis de motivação dos trabalhadores». Perante estes factos inegáveis, exigia-se que o Governo «fizesse marcha atrás» e não, como pretende, generalizar a experiência a outras empresas.

 



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