Doenças hepáticas

Por um combate integrado

O Parlamento aprovou recentemente um projecto de resolução da maioria onde se recomenda ao Governo o «reforço das medidas de abordagem integrada das doenças hepáticas». Na exposição de motivos do diploma, que teve os votos favoráveis de todas as bancadas à excepção do BE que se absteve, é feita uma descrição detalhada das doenças hepáticas, suas causas e factores de risco.

Mas não deixa de causar perplexidade, como observou a deputada comunista Carla Cruz, que os partidos da maioria não tenham feito diligências junto do Ministério da Saúde no sentido de este adoptar medidas concretas para combater os problemas identificados.

Tal como foram esquecidas deliberadamente – e esta foi outra crítica contundente da deputada do PCP – as causas de grande parte dos factores de risco associados às doenças hepáticas.

«Foram esquecidas as razões para o aumento do consumo de bebidas alcoólicas na população e particularmente nos jovens, as razões que levam à perda de um acompanhamento correcto, adequado e atempado de muitos jovens», referiu Carla Cruz, antes de registar o «esquecimento» de PSD e CDS-PP pelo desmantelamento do IDT, estrutura que considerou «fundamental no acompanhamento desta problemática».

Ainda a este propósito, não passou sem crítica a ausência de qualquer referência por parte daqueles partidos quanto ao desmantelamento das equipas de rua em Dezembro de 2013, também elas com um papel chave nesse mesmo acompanhamento.

«As omissões das causas visam branquear e ilibar o Governo de responsabilidades neste problema, branquear o impacto da sua política ao nível do SNS e seus efeitos nefastos na vida e na saúde dos portugueses», concluiu Carla Cruz.

Sublinhada foi por fim a ideia de que os problemas do consumo de álcool e da partilha de seringas não se resolvem só com campanhas de sensibilização. «É preciso ir mais fundo, ir às causas e para isso só com uma aposta forte no SNS, não desmantelando os serviços e os hospitais, mas garantindo-lhes as verbas necessárias para a aquisição dos medicamentos aprovados e com autorização para comercialização», sustentou.

 

 



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