Repressão não trava protestos

Turcos não vergam

A greve geral convocada para segunda-feira por duas grandes centrais sindicais foi a resposta popular à repressão com que o governo da Turquia procura travar os protestos.

Confrontos entre populares e polícia ocorreram em dez cidades no fim-de-semana

LUSA

Image 13445

A segunda paralisação desde o início da vaga de contestatária realizou-se de forma pacífica, excepção feita ao ocorrido em Ancara, onde a polícia voltou a usar gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar as multidões que desafiaram o governo, o qual considerou a iniciativa ilegal e ameaçou usar o exército para impedir a luta.
A União dos Empregados Públicos (KESK) e a Confederação dos Trabalhadores Revolucionários (DISK) marcaram a jornada para protestar contra a brutalidade com que o executivo liderado por Recep Erdogan tem enfrentado as manifestações contínuas no país. O último fim-de-semana voltou a ficar marcado pela repressão e pelos confrontos entre populares e autoridades em pelo menos dez cidades, segundo a EFE. Pelo menos 600 pessoas foram detidas.

Em Istambul, a violência foi desencadeada pelas forças uniformizadas ao final da tarde de sábado, que cumpriram a ameaça de Erdogan e varreram a Praça Taksim e o acampamento instalado no Parque Gezi. À expulsão sucederam-se batalhas campais, perseguições e prisões até altas horas da madrugada. O mesmo acontecia, simultaneamente, na capital.

Já no domingo, o fim de um comício promovido em Istambul pelo partido do primeiro-ministro terminou com brigadas de militantes do AKP a atacarem os manifestantes que se mantinham nas ruas, informou o diário Hurriyet. Em Ancara, a polícia impediu que milhares de pessoas, entre os quais os familiares da vítima, depositassem uma coroa de flores na praça Kizilay, onde um jovem de 27 anos foi baleado mortalmente.

Segundo a
EFE, a repressão na Turquia já provocou a morte de quatro pessoas e fez mais de cinco mil feridos. A Associação de Médicos Turcos considera selvagem o uso de gás lacrimogéneo e a União dos clínicos denuncia que o governo pretende obter os nomes dos médicos, enfermeiros e manifestantes atendidos nos hospitais improvisados.
A sanha persecutória estende-se aos meios de comunicação social. Quatro canais de televisão foram recentemente multados por reportarem os protestos no país.




Mais artigos de: Internacional

Mais força aos trabalhadores <br> para construir o socialismo

O aprofundamento do processo bolivariano e a resolução dos problemas suscitados no seu percurso, exigem que os trabalhadores sejam protagonistas maiores do projecto transformador colectivo cujo propósito é, assumidamente, a construção do socialismo, sublinhou Yul Jabour, da direcção do Partido Comunista da Venezuela (PCV), em entrevista concedida ao Avante! durante a sua estadia em Portugal, no início deste mês.

FAO distingue Venezuela

O presidente Nicolás Maduro, recebeu, domingo, em Roma, a distinção que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) entregou à Venezuela pelo cumprimento antecipado de uma das chamadas Metas do Milénio. Segundo a...

Guião conhecido

Bachar al-Assad rejeita as acusações de uso de armas químicas por Damasco, reiteradas a semana passada pelos norte-americanos, que repetem a narrativa das agressões ao Iraque e à Líbia.

Justiça e resistência

Organizações sociais e partidos políticos de esquerda declararam o 15 de Junho como o Dia da Luta pela Terra no Paraguai. A iniciativa foi decidida quando se assinalou um ano sobre o massacre de Curuguaty, no qual morreram 11 trabalhadores e seis policiais, e que foi usado como pretexto para a...

Protestos alastram no Brasil

Milhares de pessoas voltaram a protestar, ao final da tarde de segunda-feira, em grande cidades brasileiras contra o agravamento das tarifas dos transportes públicos urbanos. Informações publicadas no portal do Partido Comunista do Brasil dão conta de grandes acções de massas...

Luta não cessa no Chile

Os trabalhadores dos portos e da indústria do cobre vão manifestar-se a 26 de Junho, no mesmo dia que os estudantes chilenos o voltam a fazer para exigirem uma educação pública, gratuita e de qualidade. A convocatória foi divulgada depois de 100 mil alunos se terem manifestado em...

Correa alerta para golpe

O povo equatoriano e os militares devem manter-se vigilantes e prontos a mobilizarem-se para defender a democracia, apelou, sábado, o presidente do país. Rafael Correa explicou que após ter travado a venda ilegal de terrenos da Força Aérea, bem como lançado a...

Obamacare - A pedagogia da desilusão

Porque na guerra entre classes não há fronteiras nacionais, a solidariedade entre os povos é uma necessidade prática. Não são só os trabalhadores que aprendem com as vitórias e derrotas de outros proletários do mundo....