Luta não cessa no Chile

Os trabalhadores dos portos e da indústria do cobre vão manifestar-se a 26 de Junho, no mesmo dia que os estudantes chilenos o voltam a fazer para exigirem uma educação pública, gratuita e de qualidade. A convocatória foi divulgada depois de 100 mil alunos se terem manifestado em Santiago e noutras cidades do território. A adesão de portuários e mineiros visa reforçar a unidade reivindicativa em torno do papel económico-social do Estado, igualmente reclamado por aqueles sectores.

A marcha estudantil de quinta-feira, 13, na capital chilena, voltou a ser ensombrada pela repressão policial, terminando com um balanço de 324 detidos e pelo menos 74 feridos, a maioria dos quais na sequência de cargas policiais iniciadas com o pretexto habitual – responder às agressões desencadeadas por um grupo de encapuzados que se separou do cortejo principal, o qual, apesar dos tumultos, terminou no local previsto.
Uma parte dos presos e injuriados resultaram da invasão da Universidade do Chile pelos carabineiros. O estabelecimento era um dos cerca de 70 ocupados pelos estudantes (25 faculdades e cerca de 45 liceus).

A brutalidade da intervenção policial contra os protestos realizados faz hoje uma semana foi amplamente criticada pelos chilenos. A Unicef, por seu lado, emitiu um comunicado expressando-se indignada com a violência, exigiu que os responsáveis sejam punidos e lembrou que a educação é um direito universal. O reitor da Universidade do Chile manifestou-se estupefacto com a brutalidade exercida pelas autoridades contra os jovens.




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