Contrapartidas militares

Escândalo continua

Foi recentemente chumbado pela maioria PSD/CDS-PP, com a abstenção do PS, o projecto de lei do PCP que pugnava pelo acompanhamento parlamentar da situação das contrapartidas militares. Ao lado dos deputados comunistas, votando favoravelmente, estiveram PEV, BE e três deputados do PS (Basílio Horta, Sérgio Pinto e Isabel Moreira).

O diploma comunista, como referiu o deputado António Filipe na apresentação das suas linhas gerais em plenário, previa que o referido acompanhamento regular da situação das contrapartidas passasse a ser feito através de relatórios trimestrais a enviar pelo Governo à Assembleia da República.

Em causa está o facto de apenas cerca de 30 por cento do valor das contrapartidas assumidas com o Estado português ter sido cumprido, ou seja, lembrou António Filipe, dos cerca de 3000 milhões de euros em contrapartidas a afectar à economia portuguesa apenas foram cumpridos 980 milhões. Para além de que, confrontado com este grave incumprimento, o Ministério da Economia, que agora detém a tutela desta área, tem assumido uma posição de «desconhecimento absoluto» sobre a matéria. «O senhor ministro da Economia a quem foi passada a tutela das contrapartidas, confrontado com este problema, confessou desconhecer em absoluto este dossier», frisou o parlamentar do PCP.

Embora reconhecendo o «incumprimento» como um problema com «sucessivos anos», o PSD, pela voz da deputada Carina João, disse ter uma «visão diferente» para esta questão, preferindo valorizar a opção do Governo por extinguir o modelo de contrapartidas. Assegurou, porém, no que foi acompanhada por Hélder Amaral (CDS-PP), que continuará a haver «programa de acompanhamento», com envio de relatórios anuais às comissões de Defesa e de Economia.



Mais artigos de: Assembleia da República

Política indesejável e desumana

O PCP considera «inaceitáveis» afirmações recentes de altas figuras da governação sobre os salários dos portugueses e reafirma que «as políticas dos baixos salários não são solução para o crescimento económico e a competitividade». Ao invés, avisou, só «contribuem para a contração do mercado interno e para o progressivo empobrecimento dos trabalhadores e do povo».

Salvar esse bem que é a casa

Baixaram à comissão para nova apreciação por um prazo de 45 dias os 16 diplomas apresentados por todos os partidos em matéria de habitação, nomeadamente sobre as dívidas do crédito e as crescentes dificuldades das famílias em cumprir os seus contratos...

Negar o direito à habitação

O Parlamento aprovou com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP, e os votos contra de todos os partidos da oposição, as propostas de lei do Governo sobre arrendamento urbano e reabilitação. Milhares de famílias (sobretudo as mais carenciadas) poderão a breve trecho estar em risco de despejo sumário, alerta o PCP.

Ingerência e ataque aos serviços públicos

O novo estatuto do pessoal dirigente dos Serviços e Organismos da Administração Central, Regional e Local, que prevê a redução do número destes cargos, foi debatido e aprovado pelo Parlamento no dia 1. A proposta de lei do Governo teve os votos...

Pessoas pior servidas

A Assembleia da República aprovou no dia 1, com os votos favoráveis do PSD e do PS, a abstenção do CDS-PP e os votos contra do PCP, PEV e BE a reforma administrativa de Lisboa, que reduz de 53 para 24 as freguesias da capital e cria a autarquia do Parque das Nações com...

Reforço dos direitos de maternidade

Um contributo para concretizar os direitos das crianças, reforçando, paralelamente, os direitos de maternidade, paternidade e adopção, eis, em síntese, os principais objectivos que presidem a um projecto de lei com o qual o PCP entendeu assinalar o Dia Mundial da Criança....

Uma luta em nome da verdade desportiva

Foi recentemente aprovada com os votos da maioria PSD/CDS-PP e a abstenção de todos os partidos da oposição a proposta de Lei do Governo que adapta a nossa legislação às regras definidas no Código Mundial Antidopagem. O diploma baixou à comissão...

Saudação pelo Dia Internacional dos Museus

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto onde saúda todos aqueles que têm uma ligação com a museologia e os museus (trabalhadores, dirigentes, entidades) e que, «apesar das adversidades e das indefinições que se sentem no sector, aplicam o seu saber...