Golpada do Pingo Doce

Provocação e manipulação

O PCP requereu a presença do ministro da Economia no Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o papel do Governo no quadro da acção levada a cabo pelo Pingo Doce no 1.º de Maio. Trata-se de saber qual a sua posição não só perante o ocorrido naquele dia, que configura um gravíssimo atentado aos direitos dos trabalhadores, como também em relação ao conjunto de práticas neste sector, onde não raro tem havido casos que ferem a lei da concorrência, de que é exemplo a prática de dumping.

Entretanto, em plenário, o deputado comunista Miguel Tiago apelidou de «infame campanha» o que o grupo Jerónimo Martins fez no 1.º de Maio, apesar de não ter sido isso que em sua opinião marcou esse dia mas sim o facto de o País ter assistido às «maiores comemorações do Dia do Trabalhador, às mais participadas, mobilizadoras e reivindicativas».

Talvez por isso mesmo esta acção do Pingo Doce é particularmente grave e ofensiva, na perspectiva do PCP, na medida em que é «ideológica» e, «mais do que publicidade, é de manipulação e de intervenção política», utilizando para o efeito «uma marca comercial».

Miguel Tiago, que interpelava a deputada do BE Catarina Martins, a primeira a levantar o tema em declaração política da sua bancada, considerou por fim que foi tudo isto que o grupo Jerónimo Martins congeminou de «forma quase provocatória e usando os direitos dos seus próprios trabalhadores».

Ainda por cima numa altura em que estando largas camadas da população tão fustigadas pela degradação das suas condições de vida, mais sensíveis e expostas estão a este tipo de campanhas. O que agrava mais, concluiu, o pendor «ideológico» desta acção.



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