Formação de médicos

Pelo reforço de vagas no público

O PCP discorda da possibilidade de alargar o internato médico a entidades privadas de âmbito social ou lucrativo, tal como defende o CDS-PP em projecto de resolução que esteve em debate no Parlamento e que veio a ser aprovado por este partido e pelo PSD, com os votos contra de todas as bancadas da oposição.

«A realização do internato médico fora dos estabelecimentos públicos de saúde constitui mais uma machadada das políticas de direita no Serviço Nacional de Saúde, fragilizando-o e reduzindo a sua capacidade de intervenção face às necessidades dos portugueses», referiu a deputada comunista Paula Santos, defensora, pelo contrário, de que a única via capaz de corresponder ao interesse público passa pelo reforço das vagas para o internato médico em estabelecimentos públicos «com idoneidade formativa».

Alargar o internato médico a entidade privadas, como pretende o CDS-PP, além de desviar os médicos do SNS, seria colocá-los ao serviço dos grandes grupos económicos como mão-de-obra barata.

Um tal cenário «não vai ao encontro das necessidades do País, antes favorece os interesses lucrativos na saúde», referiu Paula Santos, que questionou, por exemplo, entre outros pontos não esclarecidos no diploma do CDS-PP, sobre quem pagaria essa formação e vencimentos dos internos.



Mais artigos de: Assembleia da República

Brincar com a vida das pessoas

PSD e CDS-PP chumbaram o diploma do PCP que propunha a revogação do decreto governamental que suspende as reformas antecipadas. Inalterada, por ora, fica esta medida injusta e gravosa de um Governo obcecado em atacar o mundo do trabalho com a mesma intensidade com que protege os grupos económicos.

Um sector vital para o País

Alvo de um «ataque de anos», ao sector das pescas continuam a «faltar soluções» para velhos e novos problemas, como sejam os preços dos combustíveis e do pescado ou a operacionalidade nos portos de pesca e barras.

Património de saber e experiência

O Governo insiste em levar por diante o processo de encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), medida que o PCP classifica de «criminosa» e, por isso, continua a merecer o seu mais firme repúdio e condenação.

Provocação e manipulação

O PCP requereu a presença do ministro da Economia no Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o papel do Governo no quadro da acção levada a cabo pelo Pingo Doce no 1.º de Maio. Trata-se de saber qual a sua posição não só perante o ocorrido naquele dia, que...

Saque ao povo e ao País

Que o País está a empobrecer, ninguém o nega. Mas será que todas as famílias estão a empobrecer da mesma forma? E por que é que as famílias portuguesas estão a empobrecer? A estas questões deu o PCP resposta, preenchendo o vazio deixado pelo PS no...

Combate exige Estado interventor

Só no período compreendido entre 1985 e 2000, cerca de 70 000 hectares de solo rústico foram alvo de transformação no regime de uso e passaram a área urbanizada. As mais-valias obtidas nessas operações urbanísticas, no mesmo período, ascendem a 110 mil...

Urge produzir beterraba sacarina

PS, PSD e CSDS-PP inviabilizaram recentemente um projecto de resolução do PCP recomendando ao Governo a retoma urgente da produção de beterraba sacarina. Este foi um voto consentâneo com a postura de quem tem graves responsabilidades por um passado de erros que prejudicaram gravemente os...

Biomassa e incêndios florestais

PSD e CDS-PP rejeitaram o projecto de resolução do PCP que pugnava pelo reforço dos meios de prevenção estrutural dos incêndios florestais. Que o diploma é «demagógico», com «medidas ocasionais e temporais», disseram os partidos da maioria,...