Évora reclama mudança
Na sessão pública, no jardim municipal de Montemor-o-Novo e no jantar, no pavilhão multiusos de Arraiolos, os candidatos pelo círculo eleitoral de Évora foram fraternalmente recebidos e apoiados por interessadas plateias que garantiram ir envidar esforços por um grande resultado da coligação.
Após a actuação do Grupo musical de Tó P, que animou o público do anfiteatro ao ar livre com canções de Abril, foram apresentados os candidatos da CDU e o mandatário distrital, António Jara, além dos eleitos autárquicos e dirigentes regionais e locais do PCP e dos seus aliados.
Como no jantar em Arraiolos, animado por músicas da Revolução de Abril interpretadas pelo músico, intérprete, compositor e dirigente regional do PCP, Samuel Quedas, o cabeça de lista e deputado comunista, João Oliveira acusou o PS e a direita pelas «graves consequências de que sofre o distrito, em resultado de 35 anos de política de direita».
O candidato lembrou «a destruição da capacidade produtiva, o agravamento das injustiças, das desigualdades e os sacrifícios impostos a uma grande maioria da população», recordando à geração mais idosa os cortes salariais e nas pensões, nas comparticipações nos medicamentos, no transporte de doentes, os aumentos das taxas moderadoras e o adiamento da construção do novo hospital de Évora, numa região onde «faltam lares, centros de dia, jardins de infância e até escolas que devem ser remodeladas e não encerradas».
O não aproveitamento total das potencialidades do Alqueva e a «falta de um plano de exploração agrícola» a ela adequado foram também recordados, bem como a necessidade de se adoptarem medidas que proporcionem o escoamento da produção apícola e agrícola, e menores custos de produção, como propõe a coligação.
Como Jerónimo de Sousa, reivindicou apoios específicos aos micro, pequenos e médios empresários, fundamentais ao tecido produtivo da região que é «a mais pobre do País, representando apenas 0,34 por cento do total do investimento público».
O voto nos partidos PS, PSD ou CDS, «será um voto no agravamento da situação económica, social e política», avisou.