Proposta perigosa e demagógica
O PCP considera «demagógica, populista e perigosa»a proposta do CDS-PP relativa à eliminação, em 2010, de um dos subsídios (Natal ou férias) aos titulares de cargos políticos ou altos cargos públicos. Os comunistas lembram que esta surge de um partido que sempre apoiou «todas as medidas anti-sociais e o escandaloso processo de concentração da riqueza nas últimas décadas». Além disso, prossegue o PCP, num comunicado do seu Gabinete de Imprensa, não muda nada, visando apenas o prosseguimento e intensificação da liquidação de direitos do conjunto dos trabalhadores».
No concreto, garante o PCP, a proposta tem «dois objectivos imediatos»: «abrir, a pretexto de que os “políticos” já deram o “exemplo”, um perigoso caminho para justificar a extensão aos trabalhadores e aos reformados de cortes dos seus salários e subsídios.» O que se prepara é, prevêem os comunistas, «desencadear uma nova ofensiva contra os rendimentos de quem trabalha», a exemplo do que já está a ocorrer noutros países, como a Grécia.
Um outro objectivo é o de «branquear a cumplicidade do CDS-PP com os favorecimentos e privilégios dos grupos económicos e financeiros, que se pretende que se mantenham e aumentem», e ao mesmo tempo ocultar que existe uma política verdadeiramente alternativa como a que propõe o PCP, que incorpora a valorização dos salários dos trabalhadores e a efectiva tributação do grande capital.
Trata-se de uma proposta populista porque, com ela, o CDS-PP visa «cavalgar sentimentos de injustiça, que existem entre os trabalhadores e as populações, e canalizá-los, não para a exigência de uma justa repartição da riqueza, mas para uma rejeição generalizada e sem diferenciação dos políticos e dos partidos». Além disso, pretende «limpar» as responsabilidades dos que, como o próprio CDS-PP, têm estado no governo a praticar a política de direita.
No concreto, garante o PCP, a proposta tem «dois objectivos imediatos»: «abrir, a pretexto de que os “políticos” já deram o “exemplo”, um perigoso caminho para justificar a extensão aos trabalhadores e aos reformados de cortes dos seus salários e subsídios.» O que se prepara é, prevêem os comunistas, «desencadear uma nova ofensiva contra os rendimentos de quem trabalha», a exemplo do que já está a ocorrer noutros países, como a Grécia.
Um outro objectivo é o de «branquear a cumplicidade do CDS-PP com os favorecimentos e privilégios dos grupos económicos e financeiros, que se pretende que se mantenham e aumentem», e ao mesmo tempo ocultar que existe uma política verdadeiramente alternativa como a que propõe o PCP, que incorpora a valorização dos salários dos trabalhadores e a efectiva tributação do grande capital.
Trata-se de uma proposta populista porque, com ela, o CDS-PP visa «cavalgar sentimentos de injustiça, que existem entre os trabalhadores e as populações, e canalizá-los, não para a exigência de uma justa repartição da riqueza, mas para uma rejeição generalizada e sem diferenciação dos políticos e dos partidos». Além disso, pretende «limpar» as responsabilidades dos que, como o próprio CDS-PP, têm estado no governo a praticar a política de direita.