Cedência aos grandes interesses
O sub-sector das Ciências Sociais do Sector Intelectual de Lisboa do PCP emitiu um comunicado onde denuncia a situação da actual Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática (DANS) como sendo um «reflexo da política cultural do Governo PS».
Tanto esta divisão do IGESPAR, como a biblioteca de arqueologia subaquática e outros importantes materiais estão a ser transferidos das actuais instalações, em Belém, para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, em Loures. A integridade física do património à guarda desta instituição foi secundarizado, acusa o PCP, ao ter sido acondicionado e transportado «sob pressão», para o que o primeiro-ministro pudesse colocar a primeira pedra do futuro Museu dos Coches. Fica assim claro o desprezo do actual Governo pelo património cultural e os direitos dos trabalhadores desta área, «em prol dos grandes interesses da construção civil, da propaganda política e de critérios economicistas».
Depois de ter «esvaziado» a DANS da sua capacidade de investigação científica e de a ter impedido de prestar serviços de salvaguarda do património arqueológico, o Governo retira-lhe agora, com a sua deslocação para Loures, a sua eficácia enquanto serviço público, «dificultando o acesso aos arqueólogos, que não encontrarão noutro local documentação e bibliografia especializada».
Os comunistas defendem que o Estado cumpra as suas responsabilidades na prossecução dos trabalhos arqueológicos, quer na vertente de fiscalização quer no estudo e divulgação do património cultural subaquático. Objectivos que, garantem, «só poderão ser plenamente atingidos com a reintegração dos técnicos qualificados que foram despedidos».
Tanto esta divisão do IGESPAR, como a biblioteca de arqueologia subaquática e outros importantes materiais estão a ser transferidos das actuais instalações, em Belém, para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, em Loures. A integridade física do património à guarda desta instituição foi secundarizado, acusa o PCP, ao ter sido acondicionado e transportado «sob pressão», para o que o primeiro-ministro pudesse colocar a primeira pedra do futuro Museu dos Coches. Fica assim claro o desprezo do actual Governo pelo património cultural e os direitos dos trabalhadores desta área, «em prol dos grandes interesses da construção civil, da propaganda política e de critérios economicistas».
Depois de ter «esvaziado» a DANS da sua capacidade de investigação científica e de a ter impedido de prestar serviços de salvaguarda do património arqueológico, o Governo retira-lhe agora, com a sua deslocação para Loures, a sua eficácia enquanto serviço público, «dificultando o acesso aos arqueólogos, que não encontrarão noutro local documentação e bibliografia especializada».
Os comunistas defendem que o Estado cumpra as suas responsabilidades na prossecução dos trabalhos arqueológicos, quer na vertente de fiscalização quer no estudo e divulgação do património cultural subaquático. Objectivos que, garantem, «só poderão ser plenamente atingidos com a reintegração dos técnicos qualificados que foram despedidos».