Golpear os trabalhadores
Jorge Machado acusou o Governo de, com este orçamento, desferir um novo golpe contra os serviços e contra os trabalhadores da administração pública.
«Utilizando as receitas neoliberais que conduziram à situação desgraçada em que o País se encontra do ponto de vista económico e social, o Governo ataca os salários, impondo a sua diminuição real para 2010», acusou.
E desmontou o insistente argumento aduzido pelo Governo de que houve um aumento real de 2,9 por cento no ano passado, lembrando que os trabalhadores perderam poder de compra ao longo da última década. Sem falar naqueles - e são em grande número -, que têm salários de 475 e 500 euros, a quem o Governo pede sacrifícios mas que já não têm mais como apertar o cinto.
«Porquê esta opção de atacar os direitos dos trabalhadores e os seus salários?», perguntou, assinalando que o mesmo se passa em relação às pensões, com a alteração da fórmula de cálculo, que penaliza fortemente as longas carreiras contributivas.
Para Jorge Machado, o objectivo presente neste OE é claro: são menos 28 milhões de euros em 2010 e menos 300 milhões até 2013, dinheiro que é retirado aos trabalhadores e aos futuros pensionistas.
Honório Novo, a propósito desta matéria, já antes considerara este orçamento como o «exemplo acabado da falta de palavra do Governo», acusação justificada pela alteração ocorrida nas regras para a reforma dos trabalhadores da administração pública.
Também o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, pela sua parte, aludira já à questão dos trabalhadores da administração pública, afirmando saber que estes, com o Governo PS, estão «sempre na primeira linha do pagamento da crise, sempre na primeira linha do pagamento da política de direita».
O presidente da formação comunista, dirigindo-se a José Sócrates, acusou ainda o Governo não só de propor o congelamento mas também a diminuição, porquanto, explicou, ao alargar a base de incidência do desconto para a ADSE isso quer dizer que os salários líquidos dos trabalhadores da administração pública vão diminuir em 2010, depois de terem sido sucessivamente prejudicados ao longo de uma década.
Este orçamento ficará ainda associado a um aumento da precariedade, segundo Jorge Machado, que alertou para o facto de os recibos verdes voltarem em força.
«Utilizando as receitas neoliberais que conduziram à situação desgraçada em que o País se encontra do ponto de vista económico e social, o Governo ataca os salários, impondo a sua diminuição real para 2010», acusou.
E desmontou o insistente argumento aduzido pelo Governo de que houve um aumento real de 2,9 por cento no ano passado, lembrando que os trabalhadores perderam poder de compra ao longo da última década. Sem falar naqueles - e são em grande número -, que têm salários de 475 e 500 euros, a quem o Governo pede sacrifícios mas que já não têm mais como apertar o cinto.
«Porquê esta opção de atacar os direitos dos trabalhadores e os seus salários?», perguntou, assinalando que o mesmo se passa em relação às pensões, com a alteração da fórmula de cálculo, que penaliza fortemente as longas carreiras contributivas.
Para Jorge Machado, o objectivo presente neste OE é claro: são menos 28 milhões de euros em 2010 e menos 300 milhões até 2013, dinheiro que é retirado aos trabalhadores e aos futuros pensionistas.
Honório Novo, a propósito desta matéria, já antes considerara este orçamento como o «exemplo acabado da falta de palavra do Governo», acusação justificada pela alteração ocorrida nas regras para a reforma dos trabalhadores da administração pública.
Também o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, pela sua parte, aludira já à questão dos trabalhadores da administração pública, afirmando saber que estes, com o Governo PS, estão «sempre na primeira linha do pagamento da crise, sempre na primeira linha do pagamento da política de direita».
O presidente da formação comunista, dirigindo-se a José Sócrates, acusou ainda o Governo não só de propor o congelamento mas também a diminuição, porquanto, explicou, ao alargar a base de incidência do desconto para a ADSE isso quer dizer que os salários líquidos dos trabalhadores da administração pública vão diminuir em 2010, depois de terem sido sucessivamente prejudicados ao longo de uma década.
Este orçamento ficará ainda associado a um aumento da precariedade, segundo Jorge Machado, que alertou para o facto de os recibos verdes voltarem em força.