No Porto, pela cultura

Mudar de rumo

A CDU promoveu, no Porto, no dia 10, um jantar com intelectuais, homens e mulheres das artes, das letras e da cultura e da ciência, no qual participaram Jerónimo de Sousa e Honório Novo.

O PS piorou a situação difícil que herdou do Governo PSD/PP

Perante uma sala cheia, Honório Novo salientou, na sua intervenção, a necessidade de recuperar o atraso no desenvolvimento tecnológico e no investimento formativo para superar a estagnação estrutural do distrito. Que apresenta, simultaneamente, um dos mais elevados índices de desemprego e de precariedade do País.
Neste objectivo, o funcionamento e adequação do Instituto Politécnico do Porto e da Universidade do Porto à realidade produtiva, tecnológica e científica do distrito, foram considerados pelo candidato comunista como um «elemento fundamental para ultrapassar a crise estrutural que o distrito atravessa». Urgente é, afirmou, «terminar com o subfinanciamento crónico destas importantes instituições de ensino superior do Porto».
Em seguida, Jerónimo de Sousa considerou que os quatro anos de Governo do PS foram «anos de desastre na cultura que, no final da legislatura, a situação é pior ainda do que aquela que herdou do anterior Governo». Para o Secretário-geral do Partido, «é pior no financiamento público, porque o Orçamento do Ministério da Cultura baixou para a percentagem mais reduzida desde que existe Ministério da Cultura» e é pior porque «nunca foi tão extrema a penúria em que vivem museus, património construído, palácios nacionais e outras instituições, sem recursos financeiros e humanos».
Também a situação profissional dos trabalhadores nas diferentes áreas da criação, da cultura artística e do património está pior, «mais precária, mais intermitente, com perspectivas de realização mais estreitas, limitadas, e subordinadas às regras de um mercado cultural sem exigência nem pluralidade», acusou Jerónimo de Sousa. O ataque promovido pelo Governo contra o mundo do trabalho e camadas populares «restringiu ainda mais o elemento essencial ao crescimento cultural: o alargamento social dos públicos e dos criadores, o estímulo aos jovens criadores, a democratização cultural».

Desfaçatez de sobra

A desfaçatez do PS é «igual em todas as áreas», afirmou Jerónimo de Sousa. É que esse partido, lembrou, «vem agora prometer que fará daqui para a frente o contrário daquilo que efectivamente fez ao longo destes quatro anos». José Sócrates, prosseguiu, «já veio dizer que está arrependido de não ter investido mais na cultura, e no Programa Eleitoral do PS lá está o título “Investir na Cultura”. Resta saber se os portugueses o levarão a sério».
O mais certo, acredita Jerónimo de Sousa, é que os trabalhadores da cultura e os criadores e investigadores já tenham, «por dura experiência própria, esgotado o crédito a dar a estes senhores e a esta política». Para a CDU, a democracia cultural é «indissociável das componentes social, política e económica da democracia avançada por que nos batemos» e é sob essa concepção que deve ser avaliada a credibilidade daquilo que o PS agora diz defender: «se a situação no plano da cultura é hoje tão sombria, é também porque neste mais recente ciclo da política de direita se degradaram ainda mais as condições sociais e económicas do País e do povo, e se degradou o regime democrático.»
Também no plano da cultura, realça o Secretário-geral do PCP, a saída passa pelo «mesmo rumo de enérgica e radical ruptura com a política de direita que é necessário para que o nosso País, o nosso povo, os nossos artistas e homens de cultura voltem a tomar em mãos, cada um e todos, a parcela que lhes cabe na construção de um Portugal com futuro». As orientações e medidas constantes no programa do PCP definem as linhas essenciais da nova política cultural de que o País precisa, garantiu o dirigente comunista.


Mais artigos de: Em Foco

Ruptura e mudança

Sob o lema «Ruptura e mudança. Sim é possível uma vida melhor!», realizou-se, domingo, em Évora, o comício de abertura da campanha da CDU para as Eleições legislativas de 27 de Setembro. Nesta grande acção de massas, onde estiveram mais de seis mil pessoas, Jerónimo de Sousa lembrou que «está nas mãos dos portugueses» contribuir para o «surgimento das condições de ruptura e mudança que há muito se impõem na situação política do País». O Secretário-geral do PCP sublinhou ainda que na CDU «reside a força que junta, que une e torna mais próxima a possibilidade de uma ruptura com a política de direita».

O voto que garante o desenvolvimento

Foi com um grande comício em Corroios, no concelho do Seixal, que Jerónimo de Sousa terminou o dia de segunda-feira, durante o qual percorreu vários concelhos da Península de Setúbal.

Confiança para crescer

Mais de 300 pessoas a participar num jantar da CDU no Vimeiro, na Lourinhã, só não impressiona quem não conhece o passado não muito longínquo daquela terra, marcado por um feroz anticomunismo.

Uma nova política fiscal com justiça social

Jerónimo de Sousa participou, no dia 10, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa conferência promovida pela rádio TSF e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas. Na ocasião, o dirigente do PCP apresentou as propostas da coligação para a política fiscal, que, afirmou, «procuram dar resposta às cinco principais e...

CDU apresenta programa regional

Casa cheia em Olhão, no dia 11 de Setembro, para o jantar em que participou o Secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa. Que melhor ocasião para apresentar o compromisso eleitoral da CDU para aquele distrito?No documento assume-se que a região algarvia, devido às opções políticas dos governos do PS e do PSD, a que...

Comício em Matosinhos

Há anos que a CDU não fazia uma iniciativa de rua como a que juntou mais de 300 pessoas em Matosinhos, no jardim em frente ao edifício da Câmara Municipal. Jerónimo de Sousa relembrou que no dia 27 «todos os votos contam», salientando que todos saíram de Matosinhos «com mais força e mais confiança». Intervieram ainda os...

CDU defende dinamização do sector produtivo

No quarto dia de campanha, Jerónimo de Sousa esteve no distrito de Lisboa onde, na parte da manhã, percorreu as ruas de Algés e, mais tarde, reuniu com a Comissão de Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos. O Secretário-geral do PCP participou ainda num encontro com reformados.

«Abandono» do Mosteiro Benedito

A propósito do «abandono» do Mosteiro Benedito, em Santo André de Rendufe, Agostinho Lopes alertou para a política cultural seguida pelos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS.

Voz à juventude

A Juventude CDU promoveu no domingo, em Alverca, um encontro entre jovens apoiantes e candidatos. Na reunião, realizada nas instalações do grupo de teatro Cegada, participou Rita Rato, candidata da CDU às eleições legislativas, que traçou o panorama nacional, em resultado das políticas de direita do Governo do PS, e...

Arranca a campanha eleitoral

Aníbal Pires, primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral dos Açores, iniciou, no passado fim-de-semana, a campanha eleitoral com uma visita à Freguesia do Pico da Pedra, no concelho da Ribeira Grande, na Ilha de São Miguel. Com esta iniciativa, que contou com a presença de Fernando Decq Mota e dos candidatos...

Soluções para os imigrantes

Dar a conhecer, junto das comunidades imigrantes, as soluções para romper com a política de direita e as propostas concretas que defende para melhorar a vida dos imigrantes e dos seus descendentes, ganhando-os para o voto na CDU, foi o objectivo do contacto dos candidatos Manuel Moniz, de origem cabo-verdiana, e Juca,...