O voto que garante o desenvolvimento
Foi com um grande comício em Corroios, no concelho do Seixal, que Jerónimo de Sousa terminou o dia de segunda-feira, durante o qual percorreu vários concelhos da Península de Setúbal.
Os investimentos resultam da luta das populações e das autarquias
Só o voto na CDU pode garantir o desenvolvimento harmonioso do distrito de Setúbal. Esta foi uma das ideias centrais das intervenções proferidas no comício, lançada por Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes e Alfredo Monteiro, presidente e candidato à Câmara Municipal do Seixal.
Para a CDU, a terceira travessia do Tejo, o novo aeroporto, a plataforma logística e o hospital do Seixal são investimentos importantes para o desenvolvimento da região. Mas, como realçou Francisco Lopes, primeiro candidato da CDU à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Setúbal, «têm que ser âncoras para o desenvolvimento da região e das populações e não apenas oportunidades de negócio para alguns».
Apesar de ter aprovado estes projectos, o PS não se pode apresentar, como tem vindo a fazer, como o campeão do investimento público, pois tentou inviabilizá-los até onde pôde. O que marca a política deste Governo para a Península de Setúbal é, por outro lado, o brutal corte no investimento público – em quatro anos, este reduziu-se em 73 por cento. O «deserto» de Mário Lino é, assim, o melhor retrato da forma como o PS olha para a região. Para o candidato, o PS bem pode prometer estes e outros investimentos, pois a sua palavra «vale zero».
O caso do Hospital do Seixal é paradigmático disto mesmo. A sua aprovação recente pelo Conselho de Ministros resultou da forte luta de anos das populações e das autarquias do Seixal, Sesimbra e Almada, que contou, sempre, com o apoio do PCP. Ao contrário do PS e do PSD, que procuraram sempre inviabilizar esta solução, ou do BE, que, como lembrou Alfredo Monteiro, defendia que as carências de assistência médica nestes concelhos se resolveriam com centros de saúde.
O Governo do PS, prosseguiu Francisco Lopes, não só não aproveitou as potencialidades da região como se opôs à dinâmica do poder local democrático. Além disso, «acentuou gravíssimos problemas, como o declínio da produção, o desemprego ou a precariedade».
Compromissos…
Jerónimo de Sousa, por seu lado, alertou para as mistificações que nomeadamente o PS procura introduzir na campanha eleitoral para confundir os eleitores. O «jogo de palavras» do primeiro-ministro em torno dos novos ministros pretende esconder as suas próprias responsabilidades. Mas o problema não é tanto as caras, mas as políticas: «que importa a um trabalhador que mude o ministro se o Código do Trabalho se mantiver? Que importa a um desempregado que mude o ministro se quase metade deles continuarem excluídos do subsídio de desemprego? Que importa a um professor que mude a ministra se não for revogado o Estatuto da Carreira Docente e o seu modelo de avaliação?»
Sobre os «compromissos», tão valorizados recentemente pelo primeiro-ministro, o Secretário-geral do PCP lembrou a arrogância e a postura anticomunista que José Sócrates adoptou durante todo o mandato. E lembrou que o governante fez compromissos, sim, com «a direita e com o grande capital financeiro».
A CDU, valorizou Jerónimo de Sousa, é uma «força de esquerda genuína que tem no seu seio as forças mais consequentes na luta por uma vida melhor». Em seguida, lembro que quando nas ruas se defendiam direitos, «fomos nós e mais ninguém a estar ao lado dos trabalhadores e das populações, animando a luta». Por isso, acredita, os eleitores do distrito de Setúbal saberão reconhecer esta acção ímpar e confiarão uma vez mais o seu voto à CDU, a 27 de Setembro e a 11 de Outubro. Como aliás fizeram no dia 7 de Junho, para o Parlamento Europeu.
João Geraldes, vice-presidente da Intervenção Democrática, afirmara, antes, que a CDU tem um «programa de grande alcance político», contendo as propostas necessárias e possíveis para o País. «Não cedemos à frase bombástica para agradar aos órgãos de comunicação social.»
Como peixe na água
É talvez na rua, junto dos trabalhadores e das populações, que a CDU está no seu meio, fazendo aquilo que melhor sabe – falar cara a cara com as pessoas, denunciar a política de direita e suas consequências e dar ânimo e confiança para a necessária luta pela ruptura e pela mudança.
Foi assim, na segunda-feira, em Almada, Setúbal e Moita. Percorrendo as ruas desses concelhos, o Secretário-geral do PCP, vários candidatos às legislativas e autárquicas e centenas de activistas da coligação, cumprimentaram moradores e comerciantes, nunca lhes negando uma palavra solidária.
O dia começou em Almada, onde centenas de pessoas acompanharam dirigentes e candidatos pelas ruas do centro histórico da cidade. De várias janelas e varandas, vinham palavras de incentivo e apoio e eram muitos os activistas que, tratando moradores e comerciantes pelo nome próprio, explicavam a necessidade de dar o voto à CDU nas duas eleições que aí vêm.
Com Jerónimo de Sousa estavam, entre outros, Francisco Lopes, Paula Santos, Bruno Dias, José Lourenço e Margarida Botelho, candidatos às eleições legislativas, e Maria Emília de Sousa, José Manuel Maia e Fernando Mendes, candidatos à Câmara e Assembleia municipais e assembleia de freguesia, respectivamente.
No final do percurso, na Praça Movimento das Forças Armadas, tendo como pano de fundo a estátua Aos Perseguidos («Aos que deram a liberdade e a própria vida pela liberdade dos outros»), Francisco Lopes manifestou a sua convicção de que «também em Almada, a CDU avança». Jerónimo de Sousa, por seu lado, apelou aos apoiantes para que «sejam também candidatos». Valorizando a obra autárquica da coligação, afirmou que «demonstrámos, nas autarquias, como foi possível realizar o projecto de Abril».
Em Setúbal, Ricardo Oliveira e Maria das Dores Meira, candidatos respectivamente à Assembleia e Câmara Municipal, integraram a comitiva que percorreu as sinuosas ruas do centro. A recepção voltou a ser entusiástica, com os candidatos a distribuírem saudações e, em alguns casos, a esclarecerem, ali mesmo, dúvidas e inquietações. No Largo da Misericórdia, Jerónimo de Sousa voltou a considerar as eleições de 27 de Setembro como um «momento importantíssimo» para inverter a situação do País, dando mais força à CDU.
Antes do comício de Corroios, o Secretário-geral do PCP visitou as Festas da Moita, acompanhado por João Lobo, presidente da Câmara Municipal e candidato da CDU.
Ânimo para a luta
Nem sempre o PCP e a CDU foram bem recebidos na Autoeuropa. Tempos houve em que a recepção era «fria» e «distante». Na segunda-feira – como aliás de há uns anos a esta parte – não foi assim: foram muitos os operários, que à saída do turno, fizeram questão de saudar o Secretário-geral do PCP e os vários candidatos que ali se encontravam, entre os quais José Carlos Silva, trabalhador da empresa e dirigente sindical. Saudações que eram frequentemente acompanhadas de apoios explícitos à CDU.
Se os activistas sindicais que integravam a comitiva da CDU eram naturalmente reconhecidos pelos seus colegas, também o eram outros militantes comunistas que ali estavam e que regularmente se deslocam àquela empresa em acções de esclarecimento. «Estes estão cá sempre», chegou mesmo a responder um operário a uma jornalista de um canal de televisão.
Em declarações à imprensa, Jerónimo de Sousa afirmou que a presença ali da CDU é também um estímulo à luta dos trabalhadores da multinacional alemã pelos seus direitos. A rejeição recente do pré-acordo proposto pela administração e Comissão de Trabalhadores (que estipulava mais perdas de direitos) foi um acto de «dignidade de classe» que importa valorizar. Sobretudo tendo em conta as imensas pressões a que foram sujeitos.
Como afirmou o Secretário-geral do Partido, «a CDU está a crescer, também aqui na Autoeuropa». No interior da empresa, a célula do PCP tem-se vindo a alargar e edita regularmente o seu boletim, ao passo que os comunistas são eleitos cada vez em maior número para os órgãos representativos dos trabalhadores.
Para a CDU, a terceira travessia do Tejo, o novo aeroporto, a plataforma logística e o hospital do Seixal são investimentos importantes para o desenvolvimento da região. Mas, como realçou Francisco Lopes, primeiro candidato da CDU à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Setúbal, «têm que ser âncoras para o desenvolvimento da região e das populações e não apenas oportunidades de negócio para alguns».
Apesar de ter aprovado estes projectos, o PS não se pode apresentar, como tem vindo a fazer, como o campeão do investimento público, pois tentou inviabilizá-los até onde pôde. O que marca a política deste Governo para a Península de Setúbal é, por outro lado, o brutal corte no investimento público – em quatro anos, este reduziu-se em 73 por cento. O «deserto» de Mário Lino é, assim, o melhor retrato da forma como o PS olha para a região. Para o candidato, o PS bem pode prometer estes e outros investimentos, pois a sua palavra «vale zero».
O caso do Hospital do Seixal é paradigmático disto mesmo. A sua aprovação recente pelo Conselho de Ministros resultou da forte luta de anos das populações e das autarquias do Seixal, Sesimbra e Almada, que contou, sempre, com o apoio do PCP. Ao contrário do PS e do PSD, que procuraram sempre inviabilizar esta solução, ou do BE, que, como lembrou Alfredo Monteiro, defendia que as carências de assistência médica nestes concelhos se resolveriam com centros de saúde.
O Governo do PS, prosseguiu Francisco Lopes, não só não aproveitou as potencialidades da região como se opôs à dinâmica do poder local democrático. Além disso, «acentuou gravíssimos problemas, como o declínio da produção, o desemprego ou a precariedade».
Compromissos…
Jerónimo de Sousa, por seu lado, alertou para as mistificações que nomeadamente o PS procura introduzir na campanha eleitoral para confundir os eleitores. O «jogo de palavras» do primeiro-ministro em torno dos novos ministros pretende esconder as suas próprias responsabilidades. Mas o problema não é tanto as caras, mas as políticas: «que importa a um trabalhador que mude o ministro se o Código do Trabalho se mantiver? Que importa a um desempregado que mude o ministro se quase metade deles continuarem excluídos do subsídio de desemprego? Que importa a um professor que mude a ministra se não for revogado o Estatuto da Carreira Docente e o seu modelo de avaliação?»
Sobre os «compromissos», tão valorizados recentemente pelo primeiro-ministro, o Secretário-geral do PCP lembrou a arrogância e a postura anticomunista que José Sócrates adoptou durante todo o mandato. E lembrou que o governante fez compromissos, sim, com «a direita e com o grande capital financeiro».
A CDU, valorizou Jerónimo de Sousa, é uma «força de esquerda genuína que tem no seu seio as forças mais consequentes na luta por uma vida melhor». Em seguida, lembro que quando nas ruas se defendiam direitos, «fomos nós e mais ninguém a estar ao lado dos trabalhadores e das populações, animando a luta». Por isso, acredita, os eleitores do distrito de Setúbal saberão reconhecer esta acção ímpar e confiarão uma vez mais o seu voto à CDU, a 27 de Setembro e a 11 de Outubro. Como aliás fizeram no dia 7 de Junho, para o Parlamento Europeu.
João Geraldes, vice-presidente da Intervenção Democrática, afirmara, antes, que a CDU tem um «programa de grande alcance político», contendo as propostas necessárias e possíveis para o País. «Não cedemos à frase bombástica para agradar aos órgãos de comunicação social.»
Como peixe na água
É talvez na rua, junto dos trabalhadores e das populações, que a CDU está no seu meio, fazendo aquilo que melhor sabe – falar cara a cara com as pessoas, denunciar a política de direita e suas consequências e dar ânimo e confiança para a necessária luta pela ruptura e pela mudança.
Foi assim, na segunda-feira, em Almada, Setúbal e Moita. Percorrendo as ruas desses concelhos, o Secretário-geral do PCP, vários candidatos às legislativas e autárquicas e centenas de activistas da coligação, cumprimentaram moradores e comerciantes, nunca lhes negando uma palavra solidária.
O dia começou em Almada, onde centenas de pessoas acompanharam dirigentes e candidatos pelas ruas do centro histórico da cidade. De várias janelas e varandas, vinham palavras de incentivo e apoio e eram muitos os activistas que, tratando moradores e comerciantes pelo nome próprio, explicavam a necessidade de dar o voto à CDU nas duas eleições que aí vêm.
Com Jerónimo de Sousa estavam, entre outros, Francisco Lopes, Paula Santos, Bruno Dias, José Lourenço e Margarida Botelho, candidatos às eleições legislativas, e Maria Emília de Sousa, José Manuel Maia e Fernando Mendes, candidatos à Câmara e Assembleia municipais e assembleia de freguesia, respectivamente.
No final do percurso, na Praça Movimento das Forças Armadas, tendo como pano de fundo a estátua Aos Perseguidos («Aos que deram a liberdade e a própria vida pela liberdade dos outros»), Francisco Lopes manifestou a sua convicção de que «também em Almada, a CDU avança». Jerónimo de Sousa, por seu lado, apelou aos apoiantes para que «sejam também candidatos». Valorizando a obra autárquica da coligação, afirmou que «demonstrámos, nas autarquias, como foi possível realizar o projecto de Abril».
Em Setúbal, Ricardo Oliveira e Maria das Dores Meira, candidatos respectivamente à Assembleia e Câmara Municipal, integraram a comitiva que percorreu as sinuosas ruas do centro. A recepção voltou a ser entusiástica, com os candidatos a distribuírem saudações e, em alguns casos, a esclarecerem, ali mesmo, dúvidas e inquietações. No Largo da Misericórdia, Jerónimo de Sousa voltou a considerar as eleições de 27 de Setembro como um «momento importantíssimo» para inverter a situação do País, dando mais força à CDU.
Antes do comício de Corroios, o Secretário-geral do PCP visitou as Festas da Moita, acompanhado por João Lobo, presidente da Câmara Municipal e candidato da CDU.
Ânimo para a luta
Nem sempre o PCP e a CDU foram bem recebidos na Autoeuropa. Tempos houve em que a recepção era «fria» e «distante». Na segunda-feira – como aliás de há uns anos a esta parte – não foi assim: foram muitos os operários, que à saída do turno, fizeram questão de saudar o Secretário-geral do PCP e os vários candidatos que ali se encontravam, entre os quais José Carlos Silva, trabalhador da empresa e dirigente sindical. Saudações que eram frequentemente acompanhadas de apoios explícitos à CDU.
Se os activistas sindicais que integravam a comitiva da CDU eram naturalmente reconhecidos pelos seus colegas, também o eram outros militantes comunistas que ali estavam e que regularmente se deslocam àquela empresa em acções de esclarecimento. «Estes estão cá sempre», chegou mesmo a responder um operário a uma jornalista de um canal de televisão.
Em declarações à imprensa, Jerónimo de Sousa afirmou que a presença ali da CDU é também um estímulo à luta dos trabalhadores da multinacional alemã pelos seus direitos. A rejeição recente do pré-acordo proposto pela administração e Comissão de Trabalhadores (que estipulava mais perdas de direitos) foi um acto de «dignidade de classe» que importa valorizar. Sobretudo tendo em conta as imensas pressões a que foram sujeitos.
Como afirmou o Secretário-geral do Partido, «a CDU está a crescer, também aqui na Autoeuropa». No interior da empresa, a célula do PCP tem-se vindo a alargar e edita regularmente o seu boletim, ao passo que os comunistas são eleitos cada vez em maior número para os órgãos representativos dos trabalhadores.