Confiança para crescer
Mais de 300 pessoas a participar num jantar da CDU no Vimeiro, na Lourinhã, só não impressiona quem não conhece o passado não muito longínquo daquela terra, marcado por um feroz anticomunismo.
«Estaremos lá, junto dos trabalhadores, no dia a seguir às eleições»
Há uns anos seria impensável, mas a verdade é que mais de três centenas de apoiantes da CDU se juntaram, no dia 12, num restaurante do Vimeiro, num jantar que contou com a presença de Jerónimo de Sousa. Vinham dos concelhos da Lourinhã e de Torres Novas.
Valorizando tamanha participação, Jerónimo de Sousa afirmou, na sua intervenção, que esta revela de forma contundente o crescimento da CDU. Naquela região, lembrou, dominou durante anos o preconceito anticomunista, alimentado pelos caciques locais. Muitos agricultores voltaram-se então contra o PCP que, segundo eles, pretendia roubar-lhes as terras.
Acontece que hoje, afirmou o Secretário-geral do PCP, esses mesmos agricultores estão confrontados com imensas dificuldades para fazer face à vida e começam a olhar de forma diferente para os comunistas e seus aliados, que nada têm a ver com esta situaçã.
Falando no momento em que era transmitido o debate televisivo entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, o Secretário-geral do PCP lembrou as semelhanças entre PS e PSD – na política económica, na política fiscal, nas opções que tomam pelos mais ricos e poderosos. Salientando que «é hora de dizer basta!», Jerónimo de Sousa garantiu que a verdadeira alternativa para mudar de política é a CDU.
Participaram também no jantar José Soeiro e Paulo Gonçalves, primeiros candidatos às câmaras municipais da Lourinhã e Torres Novas, respectivamente.
Horas antes, na Castanheira do Ribatejo, o Secretário-geral do PCP participara num almoço com mais de 360 apoiantes da coligação, realizado num antigo mercado de fruta, junto à zona industrial. Estavam presentes Nuno Libório e Carlos Coutinho, candidatos aos órgãos municipais, e Ernesto Ferreira, candidato à Assembleia da República. Para este candidato, os problemas sociais de Vila Franca de Xira agravaram-se nos últimos quatro anos: cresceu o desemprego e a precariedade e a remuneração média do concelho é 17 por cento inferior à média do distrito.
Jerónimo de Sousa, por sua vez, destacou o «contributo indispensável» das gentes da Castanheira «para que Abril fosse realidade». Lembrando as fortes lutas dos trabalhadores e de outras camadas da população durante os quatro anos de Governo do PS, o Secretário-geral do PCP salientou que «nós estivemos lá, quando não havia eleições e mesmo quando tudo parecia perdido». E, garantiu, «lá estaremos no dia seguintes às eleições, qualquer que seja o resultado».
Acção de rua em Benfica
O resultado ainda está em construção
«A CDU está a crescer e o resultado ainda está em construção.» Esta é a convicção de Jerónimo de Sousa, partilhada com os apoiantes de Lisboa no final de uma participada acção de rua realizada, sábado, na freguesa de Benfica. «Estamos bem, mas podemos estar melhor, continuando a fazer o que estamos a fazer aqui hoje», acrescentou o Secretário-geral do PCP, referindo-se ao contacto directo com a população.
Comentando as sondagens publicadas nessa manhã na imprensa, Jerónimo de Sousa lembrou que «não são as sondagens que votam, são os portugueses». Além disso, afirmou, recordando aquelas que foram divulgadas antes das eleições para o Parlamento Europeu, «enganaram-se sempre».
Para além de Jerónimo de Sousa e de largas dezenas de activistas da CDU, participaram na arruada de Benfica vários candidatos, tanto às eleições legislativas (como Rita Rato, Cláudia Madeira ou Catarina Casanova) como às autárquicas. Ruben de Carvalho, na sua breve intervenção, destacou a importância do voto na CDU para derrotar a política de direita, em Lisboa como no País. «É a força política que faz a diferença, que cumpre os seus compromissos.»
Ao longo da Avenida do Uruguai e da Estrada de Benfica, os activistas da CDU distribuíram folhetos de campanha e cumprimentaram quem por ali passava e se encontrava no interior de lojas e cafés. Não raras vezes, surgiam de vários lados manifestações de estímulo e apoio, enquanto outros se aproximavam de Jerónimo de Sousa e dos candidatos para partilhar angústias e desesperos. Primeiro foi um idoso a queixar-se que os dois anos passados na guerra, em Moçambique, não contariam para efeitos de Segurança Social; depois, foi um dos «cegos» do Hospital de Santa Maria a queixar-se do primeiro-ministro, que nem uma palavra de solidariedade foi capaz de lhe dirigir, bem como aos outros que sofreram o mesmo mal. O seu voto será para a CDU, garantiu.
Finalizada a arruada e o comício, Jerónimo de Sousa seguiu o seu caminho enquanto que os activistas locais da CDU continuaram com a campanha no mercado. Sem dirigentes e longe das objectivas.
À tarde, em Caneças, no concelho de Odivelas, Jerónimo de Sousa visitou a tradicional Festa das Sopas, onde contactou visitantes e comerciantes.
Valorizando tamanha participação, Jerónimo de Sousa afirmou, na sua intervenção, que esta revela de forma contundente o crescimento da CDU. Naquela região, lembrou, dominou durante anos o preconceito anticomunista, alimentado pelos caciques locais. Muitos agricultores voltaram-se então contra o PCP que, segundo eles, pretendia roubar-lhes as terras.
Acontece que hoje, afirmou o Secretário-geral do PCP, esses mesmos agricultores estão confrontados com imensas dificuldades para fazer face à vida e começam a olhar de forma diferente para os comunistas e seus aliados, que nada têm a ver com esta situaçã.
Falando no momento em que era transmitido o debate televisivo entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, o Secretário-geral do PCP lembrou as semelhanças entre PS e PSD – na política económica, na política fiscal, nas opções que tomam pelos mais ricos e poderosos. Salientando que «é hora de dizer basta!», Jerónimo de Sousa garantiu que a verdadeira alternativa para mudar de política é a CDU.
Participaram também no jantar José Soeiro e Paulo Gonçalves, primeiros candidatos às câmaras municipais da Lourinhã e Torres Novas, respectivamente.
Horas antes, na Castanheira do Ribatejo, o Secretário-geral do PCP participara num almoço com mais de 360 apoiantes da coligação, realizado num antigo mercado de fruta, junto à zona industrial. Estavam presentes Nuno Libório e Carlos Coutinho, candidatos aos órgãos municipais, e Ernesto Ferreira, candidato à Assembleia da República. Para este candidato, os problemas sociais de Vila Franca de Xira agravaram-se nos últimos quatro anos: cresceu o desemprego e a precariedade e a remuneração média do concelho é 17 por cento inferior à média do distrito.
Jerónimo de Sousa, por sua vez, destacou o «contributo indispensável» das gentes da Castanheira «para que Abril fosse realidade». Lembrando as fortes lutas dos trabalhadores e de outras camadas da população durante os quatro anos de Governo do PS, o Secretário-geral do PCP salientou que «nós estivemos lá, quando não havia eleições e mesmo quando tudo parecia perdido». E, garantiu, «lá estaremos no dia seguintes às eleições, qualquer que seja o resultado».
Acção de rua em Benfica
O resultado ainda está em construção
«A CDU está a crescer e o resultado ainda está em construção.» Esta é a convicção de Jerónimo de Sousa, partilhada com os apoiantes de Lisboa no final de uma participada acção de rua realizada, sábado, na freguesa de Benfica. «Estamos bem, mas podemos estar melhor, continuando a fazer o que estamos a fazer aqui hoje», acrescentou o Secretário-geral do PCP, referindo-se ao contacto directo com a população.
Comentando as sondagens publicadas nessa manhã na imprensa, Jerónimo de Sousa lembrou que «não são as sondagens que votam, são os portugueses». Além disso, afirmou, recordando aquelas que foram divulgadas antes das eleições para o Parlamento Europeu, «enganaram-se sempre».
Para além de Jerónimo de Sousa e de largas dezenas de activistas da CDU, participaram na arruada de Benfica vários candidatos, tanto às eleições legislativas (como Rita Rato, Cláudia Madeira ou Catarina Casanova) como às autárquicas. Ruben de Carvalho, na sua breve intervenção, destacou a importância do voto na CDU para derrotar a política de direita, em Lisboa como no País. «É a força política que faz a diferença, que cumpre os seus compromissos.»
Ao longo da Avenida do Uruguai e da Estrada de Benfica, os activistas da CDU distribuíram folhetos de campanha e cumprimentaram quem por ali passava e se encontrava no interior de lojas e cafés. Não raras vezes, surgiam de vários lados manifestações de estímulo e apoio, enquanto outros se aproximavam de Jerónimo de Sousa e dos candidatos para partilhar angústias e desesperos. Primeiro foi um idoso a queixar-se que os dois anos passados na guerra, em Moçambique, não contariam para efeitos de Segurança Social; depois, foi um dos «cegos» do Hospital de Santa Maria a queixar-se do primeiro-ministro, que nem uma palavra de solidariedade foi capaz de lhe dirigir, bem como aos outros que sofreram o mesmo mal. O seu voto será para a CDU, garantiu.
Finalizada a arruada e o comício, Jerónimo de Sousa seguiu o seu caminho enquanto que os activistas locais da CDU continuaram com a campanha no mercado. Sem dirigentes e longe das objectivas.
À tarde, em Caneças, no concelho de Odivelas, Jerónimo de Sousa visitou a tradicional Festa das Sopas, onde contactou visitantes e comerciantes.