A crescer para a luta
Os novos militantes jovens, com quem o secretário-geral do PCP se encontrou anteontem, em Lisboa, «representam um grande movimento de adesão ao Partido», que dá força «à luta do povo e à luta por uma verdadeira alternativa de esquerda».
Os jovens podem contar com o PCP e a JCP
O encontro teve lugar ao final da tarde, no auditório do centro de trabalho Vitória.
Jerónimo de Sousa começou por salientar que os novos militantes ali presentes «representam aqui um grande movimento de adesão ao Partido que nos últimos anos se tem verificado por todo o País», ilustrado com o facto de se contarem mais de 2 600 jovens, com menos de 35 anos, entre aqueles que tomaram a decisão de aderir ao PCP desde o 17.º Congresso; daqueles, quase um milhar (921) são jovens mulheres.
«É inquestionável que estamos num momento de significativo rejuvenescimento do Partido», sublinhou o secretário-geral. A par das «razões específicas que vos levaram a esta opção», Jerónimo de Sousa lembrou que o percurso e a motivação de cada um são indissociáveis «da natureza, características e papel deste Partido Comunista Português», «o Partido com um ideal e projecto de futuro, alicerçado numa história heróica, com uma dedicação sem limites à defesa dos interesses e aspirações da juventude, dos trabalhadores e do povo português».
Acusou a política de direita. do PSD, CDS e PS, de ter criado uma situação difícil aos jovens. «Estão a tentar criar uma geração sem direitos, estão a criar obstáculos sem conta à vida dos jovens», «a exploração, o lucro e o agravamento das injustiças e desigualdades sociais estão a condicionar profundamente a sua vida», acusou o dirigente comunista. «Uma instabilidade generalizada nos vínculos de trabalho e uma autêntica precariedade na vida» são provocadas pela precariedade de emprego, designadamente «com o recurso a contratos a prazo, à falsa prestação de serviços (recibos verdes), ao trabalho temporário, aos estágios e às bolsas de investigação».
Por outro lado, «os baixos salários, de 450, 500 ou 600 euros, com um custo de vida galopante, o endividamento como alternativa para acesso à habitação, o brutal aumento das taxas de juro como garrote, tornam os jovens de hoje fonte de acumulação de lucros colossais dos bancos, ao longo da sua vida, e criam uma apertada situação, comprometendo muitas vezes a organização da vida familiar e a opção de ter filhos». Os problemas do aparelho produtivo e o desemprego «afectam em particular os jovens e empurram outra vez parte deles para novas vagas de emigração, desperdiçando conhecimentos, capacidades e energia essências ao desenvolvimento do País».
Esta situação tem sido agravada pelo Governo PS/Sócrates e poderia tornar-se ainda pior, caso vingassem as propostas do Governo para revisão do Código do Trabalho, particularmente as que se referem a caducidade da contratação colectiva e dos direitos, facilitação dos despedimentos sem justa causa, desregulamentação dos horários, baixa das remunerações e legalização e legitimação da precariedade - alertou Jerónimo de Sousa.
Recusando este caminho, o PCP entende que «as novas gerações têm direito a uma vida que permita a sua realização profissional e pessoal», realçando o secretário-geral que «os jovens do nosso País, operários, empregados, trabalhadores dos serviços, das artes e do espectáculo, do ensino e da investigação, de todos os sectores, podem contar com o PCP e com a JCP, como a força que sente os seus problemas, que faz suas as aspirações e reivindicações juvenis, que protagoniza uma política e um projecto». Reciprocamente, «contamos convosco na luta pela concretização das aspirações juvenis, na luta por uma ruptura com a política de direita, por um novo rumo para Portugal».
Jerónimo de Sousa destacou que «temos cada vez mais militantes a darem o melhor de si, num exemplo de participação notável e única no panorama partidário português», observando que «os nossos adversários temem a nossa força e a força das nossas convicções e ideias», as quais «não estão a morrer, mas que revitalizam, alimentam e dão força à luta do povo e à luta por uma verdadeira alternativa de esquerda».
Jerónimo de Sousa começou por salientar que os novos militantes ali presentes «representam aqui um grande movimento de adesão ao Partido que nos últimos anos se tem verificado por todo o País», ilustrado com o facto de se contarem mais de 2 600 jovens, com menos de 35 anos, entre aqueles que tomaram a decisão de aderir ao PCP desde o 17.º Congresso; daqueles, quase um milhar (921) são jovens mulheres.
«É inquestionável que estamos num momento de significativo rejuvenescimento do Partido», sublinhou o secretário-geral. A par das «razões específicas que vos levaram a esta opção», Jerónimo de Sousa lembrou que o percurso e a motivação de cada um são indissociáveis «da natureza, características e papel deste Partido Comunista Português», «o Partido com um ideal e projecto de futuro, alicerçado numa história heróica, com uma dedicação sem limites à defesa dos interesses e aspirações da juventude, dos trabalhadores e do povo português».
Acusou a política de direita. do PSD, CDS e PS, de ter criado uma situação difícil aos jovens. «Estão a tentar criar uma geração sem direitos, estão a criar obstáculos sem conta à vida dos jovens», «a exploração, o lucro e o agravamento das injustiças e desigualdades sociais estão a condicionar profundamente a sua vida», acusou o dirigente comunista. «Uma instabilidade generalizada nos vínculos de trabalho e uma autêntica precariedade na vida» são provocadas pela precariedade de emprego, designadamente «com o recurso a contratos a prazo, à falsa prestação de serviços (recibos verdes), ao trabalho temporário, aos estágios e às bolsas de investigação».
Por outro lado, «os baixos salários, de 450, 500 ou 600 euros, com um custo de vida galopante, o endividamento como alternativa para acesso à habitação, o brutal aumento das taxas de juro como garrote, tornam os jovens de hoje fonte de acumulação de lucros colossais dos bancos, ao longo da sua vida, e criam uma apertada situação, comprometendo muitas vezes a organização da vida familiar e a opção de ter filhos». Os problemas do aparelho produtivo e o desemprego «afectam em particular os jovens e empurram outra vez parte deles para novas vagas de emigração, desperdiçando conhecimentos, capacidades e energia essências ao desenvolvimento do País».
Esta situação tem sido agravada pelo Governo PS/Sócrates e poderia tornar-se ainda pior, caso vingassem as propostas do Governo para revisão do Código do Trabalho, particularmente as que se referem a caducidade da contratação colectiva e dos direitos, facilitação dos despedimentos sem justa causa, desregulamentação dos horários, baixa das remunerações e legalização e legitimação da precariedade - alertou Jerónimo de Sousa.
Recusando este caminho, o PCP entende que «as novas gerações têm direito a uma vida que permita a sua realização profissional e pessoal», realçando o secretário-geral que «os jovens do nosso País, operários, empregados, trabalhadores dos serviços, das artes e do espectáculo, do ensino e da investigação, de todos os sectores, podem contar com o PCP e com a JCP, como a força que sente os seus problemas, que faz suas as aspirações e reivindicações juvenis, que protagoniza uma política e um projecto». Reciprocamente, «contamos convosco na luta pela concretização das aspirações juvenis, na luta por uma ruptura com a política de direita, por um novo rumo para Portugal».
Jerónimo de Sousa destacou que «temos cada vez mais militantes a darem o melhor de si, num exemplo de participação notável e única no panorama partidário português», observando que «os nossos adversários temem a nossa força e a força das nossas convicções e ideias», as quais «não estão a morrer, mas que revitalizam, alimentam e dão força à luta do povo e à luta por uma verdadeira alternativa de esquerda».