Aumentos amargos
Os aumentos de preços confirmam o sabor amargo da política de direita e o seu efeito destruidor das condições de vida de quem vive de salários, reformas ou pensões – acusou ontem o secretário-geral do PCP.
É preciso lutar para limitar a escala dos preços e da desigualdade de rendimentos
Depois de comentar que o ano de 2007 se inicia sob o efeito acumulado do agravamento dos preços dos bens essenciais, nos últimos cinco anos, o qual se tem traduzido numa perda progressiva do poder de compra, sobretudo dos que têm mais fracos rendimentos, Jerónimo de Sousa apresentou diversos dados estatísticos oficiais (a partir do índice de preços no consumidor, do INE), relativos ao período entre 2002 e 2006, a comprovar que é na educação, na saúde, na habitação e nos transportes que o aumento de preços mais se tem feito sentir.
Nestes cinco anos, as despesas com educação aumentaram cerca de 38 por cento, mais do dobro da inflação média. No ensino superior, a subida foi de 56 por cento, de 2002 a 2006, e de 7,9 por cento, só em 2006.
Os serviços hospitalares subiram, em 2006, seis por cento (o dobro da inflação) e, nos últimos 5 anos, aumentaram 20,1 por cento.
Nestes dois casos, verifica-se uma orientação estratégica de transferir para os utentes os custos de um serviço a que constitucionalmente têm direito de forma gratuita.
Com os empréstimos à habitação a abrangerem mais de um milhão e trezentas mil famílias, as seis subidas das taxas de juro ocorridas desde Dezembro de 2005 são fortemente penalizadoras. A taxa de juro média teve nos últimos 12 meses um agravamento de 26,5 por cento. A prestação total mensal média de todos os empréstimos à habitação passou de 272 euros, em Novembro de 2005, para 305 euros, em Novembro de 2006 (mais 12 por cento); mas, para os casais (sobretudo jovens) que tiveram de adquirir casa no último ano, o agravamento foi de 19 por cento.
Com os preços dos combustíveis a subirem 47 por cento, nos últimos 5 anos, o preço dos transportes aumentou 26,9 por cento, de 2002 a 2006, e 5,8 por cento, no ano findo. Os transportes públicos tiveram uma subida de 7,7 por cento em 2006.
O PCP considera que, ao longo destes últimos cinco anos (em que o PS assegurou e, em muitas matérias, agravou a política de direita desenvolvida pela coligação PSD/CDS-PP), a subida dos preços dos bens essenciais constituiu um factor de agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com reflexos no acesso à saúde e à educação, mas também na crescente dependência face à banca, num quadro geral que favorece a exclusão e a marginalização social, atingindo de forma mais expressiva os trabalhadores por conta de outrem, os desempregados, os reformados e os pensionistas.
Enquanto, na mensagem de Natal, José Sócrates mostrou dar muita atenção às medições do INE sobre o clima de confiança, Jerónimo de Sousa apontou outros indicadores preocupantes: no último trimestre o rendimento disponível dos portugueses voltou a cair e o poder de compra dos portugueses está agora 30 por cento abaixo da média europeia, numa perspectiva de contínua degradação.
Nestes cinco anos, as despesas com educação aumentaram cerca de 38 por cento, mais do dobro da inflação média. No ensino superior, a subida foi de 56 por cento, de 2002 a 2006, e de 7,9 por cento, só em 2006.
Os serviços hospitalares subiram, em 2006, seis por cento (o dobro da inflação) e, nos últimos 5 anos, aumentaram 20,1 por cento.
Nestes dois casos, verifica-se uma orientação estratégica de transferir para os utentes os custos de um serviço a que constitucionalmente têm direito de forma gratuita.
Com os empréstimos à habitação a abrangerem mais de um milhão e trezentas mil famílias, as seis subidas das taxas de juro ocorridas desde Dezembro de 2005 são fortemente penalizadoras. A taxa de juro média teve nos últimos 12 meses um agravamento de 26,5 por cento. A prestação total mensal média de todos os empréstimos à habitação passou de 272 euros, em Novembro de 2005, para 305 euros, em Novembro de 2006 (mais 12 por cento); mas, para os casais (sobretudo jovens) que tiveram de adquirir casa no último ano, o agravamento foi de 19 por cento.
Com os preços dos combustíveis a subirem 47 por cento, nos últimos 5 anos, o preço dos transportes aumentou 26,9 por cento, de 2002 a 2006, e 5,8 por cento, no ano findo. Os transportes públicos tiveram uma subida de 7,7 por cento em 2006.
O PCP considera que, ao longo destes últimos cinco anos (em que o PS assegurou e, em muitas matérias, agravou a política de direita desenvolvida pela coligação PSD/CDS-PP), a subida dos preços dos bens essenciais constituiu um factor de agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo, com reflexos no acesso à saúde e à educação, mas também na crescente dependência face à banca, num quadro geral que favorece a exclusão e a marginalização social, atingindo de forma mais expressiva os trabalhadores por conta de outrem, os desempregados, os reformados e os pensionistas.
Enquanto, na mensagem de Natal, José Sócrates mostrou dar muita atenção às medições do INE sobre o clima de confiança, Jerónimo de Sousa apontou outros indicadores preocupantes: no último trimestre o rendimento disponível dos portugueses voltou a cair e o poder de compra dos portugueses está agora 30 por cento abaixo da média europeia, numa perspectiva de contínua degradação.