Um Partido maior
Apontado pelo Comité Central como o «ano de reforço do Partido», 2006 termina com um PCP mais forte: maior, mais organizado e ligado aos trabalhadores e ao povo, mais activo e preparado para as duras lutas que o esperam. Em 2007, há que continuar a reforçar o Partido.
O reforço do Partido é um trabalho de todos os dias para continuar em 2007
Em 2005, na reunião de 11 e 12 de Novembro, o Comité Central do Partido apontou o ano que agora terminou como o «ano do reforço do Partido» e traçou um ambicioso conjunto de orientações e linhas de acção concretas para garantir esse reforço. O ano ainda agora acabou e os balanços não estão ainda concluídos: para a semana, a 12 e 13 de Janeiro, realiza-se uma reunião do Comité Central onde será abordado, entre outros assuntos, o estado da organização do Partido e o cumprimento dos objectivos orgânicos aprovados para o ano que agora terminou.
Mas é possível, desde já, tirar algumas conclusões… Que o Partido está maior, por exemplo, é uma delas. Na resolução sobre questões de organização, aprovada pelo Comité Central em Novembro de 2005, estipulava-se como objectivo a entrada para o Partido, até Março deste ano – data do 85.º aniversário do PCP – de mais 2500 novos militantes.
No comício de aniversário do Partido, realizado precisamente em Março no local onde, ano e meio antes, se dera o XVII Congresso do PCP, Jerónimo de Sousa anunciou: a meta tinha sido superada! O PCP estava maior e mais forte. Também a JCP anunciou nesse comício a realização de mais de cinco centenas de recrutamentos. Em Abril, o Comité Central revelou os números: até ao final de Março, o Partido tinha registadas 3068 novas adesões.
Mas o crescimento do PCP não parou em Março. Meses mais tarde, no grande comício da Festa do Avante!, o secretário-geral do Partido realçou a adesão, até à Festa, de mais de 3 mil novos militantes. O número seguinte do Avante! lembrou que não acontecia nada assim desde há pelo menos 15 anos…
Em Novembro, na reabertura do Centro de Trabalho de Viana do Castelo, Jerónimo de Sousa voltou a valorizar o «bom momento» que o Partido vive para o seu reforço. E lembrou que desde Março de 2005 entraram para o Partido 4 mil novos militantes, 36 por cento dos quais com menos de 30 anos. E não se esqueceu de realçar também a entrada de mil novos jovens para a JCP.
Um trabalho de todos os dias, para continuar
Mas não só de recrutamento se fez o «ano de reforço do Partido». Na já referida resolução sobre organização, de Novembro de 2005, o Comité Central decidiu também pela responsabilização de «pelo menos mais 500 jovens em organismos de direcção e outras tarefas» ao longo do ano de 2006. Este objectivo foi cumprido em metade do tempo. Na reunião de Julho, o CC insistia para que se prosseguisse com este esforço.
Seguindo a decisão do XVII Congresso – que considera como efectivos do Partido os inscritos com a ficha actualizada – o Comité Central revelou em Abril do ano que agora terminou que estavam apurados, em finais de 2005, 51 mil membros do Partido, «na sequência de mais de 80 mil contactos». Faltava então contactar e esclarecer a situação de mais de 55 mil inscritos, esclarecia a direcção do PCP. Na altura apontou-se a possibilidade de «no final da acção de esclarecimento os efectivos do Partido se situarem entre os 75 e 80 mil membros como foi estimado no XVII Congresso».
A campanha de contactos com os membros do Partido era para estar há muito terminada. Mas, como afirmou nessa reunião o Comité Central, o prolongamento «no tempo deste processo resulta sobretudo do facto de não se tratar de uma mera operação administrativa mas sim de uma exigente acção de contacto directo que está a traduzir-se num real reforço partidário».
A estruturação da base do Partido era outro dos objectivos traçados. Até 15 de Dezembro havia que definir as «organizações de base – as células – que funcionam ou que podem vir a funcionar a curto prazo». Em Lisboa, por exemplo, na sua VI Assembleia, realizada em meados de Novembro, aprovou-se a definição de 272 empresas prioritárias para a intervenção do Partido.
Na intervenção de encerramento dessa assembleia, que reuniu centenas de delegados, Jerónimo de Sousa deu o mote: «A campanha de organização que decidimos está quase a terminar, mas nunca termina o trabalho de permanente reforço do Partido. Esse é um trabalho de todos os dias – de fazer e refazer para tornar mais eficaz a nossa intervenção.»
Passos firmes e seguros
O êxito do XVII Congresso e as conclusões aí aprovadas contribuíram decisivamente para o sucesso da campanha de organização realizada no ano que agora terminou. Após o Congresso, nas legislativas antecipadas e nas autárquicas, os comunistas registam fortes subidas. Em Novembro de 2005, o Comité Central considerava que «os resultados muito positivos alcançados nessas batalhas (ambas as eleições), com base numa grande participação militante, animam a organização do Partido, geram confiança e expectativa nos trabalhadores e nas populações relativamente à nossa acção futura».
Os mais de 1600 recrutamentos efectuados nesse ano de 2005 e a «grandiosa expressão de massas que tomou a homenagem ao camarada Álvaro Cunhal mostra como é profundo o sentimento de identificação do povo português com os ideais de Abril e o enraizamento popular do PCP», prosseguia o documento do Comité Central. Assim, conluia-se então, mesmo «num quadro político complexo, marcado por grandes dificuldades, é possível resistir e avançar – é possível um PCP mais forte». As decisões foram tomadas e os resultados foram os que se viram noutro local desta página.
Se a reunião do Comité Central de Novembro de 2005 foi decisiva para o reforço do Partido no ano que agora terminou, a tomada de medidas nesse sentido começaram antes. Em 2002, realiza-se uma Conferência Nacional do PCP em que se destacou a «necessidade de promover um movimento geral de reforço do Partido» e se aprovou medidas concretas. Nessa grande iniciativa nasceu a campanha «Sim, é possível! Um PCP mais forte!» – que entrou numa nova fase após o XVII Congresso. Com esta campanha veio a actualização de dados dos membros do Partido e a realização de assembleias das organizações de base e de plenários regulares.
Meses mais tarde, em Outubro, o Partido leva a cabo um Encontro Nacional sobre Organização e Intervenção do PCP nas Empresas e Locais de Trabalho. É reafirmada a centralidade da intervenção do Partido junto dos trabalhadores e traçadas medidas para a actividade do Partido nesta área decisiva.
Mas é possível, desde já, tirar algumas conclusões… Que o Partido está maior, por exemplo, é uma delas. Na resolução sobre questões de organização, aprovada pelo Comité Central em Novembro de 2005, estipulava-se como objectivo a entrada para o Partido, até Março deste ano – data do 85.º aniversário do PCP – de mais 2500 novos militantes.
No comício de aniversário do Partido, realizado precisamente em Março no local onde, ano e meio antes, se dera o XVII Congresso do PCP, Jerónimo de Sousa anunciou: a meta tinha sido superada! O PCP estava maior e mais forte. Também a JCP anunciou nesse comício a realização de mais de cinco centenas de recrutamentos. Em Abril, o Comité Central revelou os números: até ao final de Março, o Partido tinha registadas 3068 novas adesões.
Mas o crescimento do PCP não parou em Março. Meses mais tarde, no grande comício da Festa do Avante!, o secretário-geral do Partido realçou a adesão, até à Festa, de mais de 3 mil novos militantes. O número seguinte do Avante! lembrou que não acontecia nada assim desde há pelo menos 15 anos…
Em Novembro, na reabertura do Centro de Trabalho de Viana do Castelo, Jerónimo de Sousa voltou a valorizar o «bom momento» que o Partido vive para o seu reforço. E lembrou que desde Março de 2005 entraram para o Partido 4 mil novos militantes, 36 por cento dos quais com menos de 30 anos. E não se esqueceu de realçar também a entrada de mil novos jovens para a JCP.
Um trabalho de todos os dias, para continuar
Mas não só de recrutamento se fez o «ano de reforço do Partido». Na já referida resolução sobre organização, de Novembro de 2005, o Comité Central decidiu também pela responsabilização de «pelo menos mais 500 jovens em organismos de direcção e outras tarefas» ao longo do ano de 2006. Este objectivo foi cumprido em metade do tempo. Na reunião de Julho, o CC insistia para que se prosseguisse com este esforço.
Seguindo a decisão do XVII Congresso – que considera como efectivos do Partido os inscritos com a ficha actualizada – o Comité Central revelou em Abril do ano que agora terminou que estavam apurados, em finais de 2005, 51 mil membros do Partido, «na sequência de mais de 80 mil contactos». Faltava então contactar e esclarecer a situação de mais de 55 mil inscritos, esclarecia a direcção do PCP. Na altura apontou-se a possibilidade de «no final da acção de esclarecimento os efectivos do Partido se situarem entre os 75 e 80 mil membros como foi estimado no XVII Congresso».
A campanha de contactos com os membros do Partido era para estar há muito terminada. Mas, como afirmou nessa reunião o Comité Central, o prolongamento «no tempo deste processo resulta sobretudo do facto de não se tratar de uma mera operação administrativa mas sim de uma exigente acção de contacto directo que está a traduzir-se num real reforço partidário».
A estruturação da base do Partido era outro dos objectivos traçados. Até 15 de Dezembro havia que definir as «organizações de base – as células – que funcionam ou que podem vir a funcionar a curto prazo». Em Lisboa, por exemplo, na sua VI Assembleia, realizada em meados de Novembro, aprovou-se a definição de 272 empresas prioritárias para a intervenção do Partido.
Na intervenção de encerramento dessa assembleia, que reuniu centenas de delegados, Jerónimo de Sousa deu o mote: «A campanha de organização que decidimos está quase a terminar, mas nunca termina o trabalho de permanente reforço do Partido. Esse é um trabalho de todos os dias – de fazer e refazer para tornar mais eficaz a nossa intervenção.»
Passos firmes e seguros
O êxito do XVII Congresso e as conclusões aí aprovadas contribuíram decisivamente para o sucesso da campanha de organização realizada no ano que agora terminou. Após o Congresso, nas legislativas antecipadas e nas autárquicas, os comunistas registam fortes subidas. Em Novembro de 2005, o Comité Central considerava que «os resultados muito positivos alcançados nessas batalhas (ambas as eleições), com base numa grande participação militante, animam a organização do Partido, geram confiança e expectativa nos trabalhadores e nas populações relativamente à nossa acção futura».
Os mais de 1600 recrutamentos efectuados nesse ano de 2005 e a «grandiosa expressão de massas que tomou a homenagem ao camarada Álvaro Cunhal mostra como é profundo o sentimento de identificação do povo português com os ideais de Abril e o enraizamento popular do PCP», prosseguia o documento do Comité Central. Assim, conluia-se então, mesmo «num quadro político complexo, marcado por grandes dificuldades, é possível resistir e avançar – é possível um PCP mais forte». As decisões foram tomadas e os resultados foram os que se viram noutro local desta página.
Se a reunião do Comité Central de Novembro de 2005 foi decisiva para o reforço do Partido no ano que agora terminou, a tomada de medidas nesse sentido começaram antes. Em 2002, realiza-se uma Conferência Nacional do PCP em que se destacou a «necessidade de promover um movimento geral de reforço do Partido» e se aprovou medidas concretas. Nessa grande iniciativa nasceu a campanha «Sim, é possível! Um PCP mais forte!» – que entrou numa nova fase após o XVII Congresso. Com esta campanha veio a actualização de dados dos membros do Partido e a realização de assembleias das organizações de base e de plenários regulares.
Meses mais tarde, em Outubro, o Partido leva a cabo um Encontro Nacional sobre Organização e Intervenção do PCP nas Empresas e Locais de Trabalho. É reafirmada a centralidade da intervenção do Partido junto dos trabalhadores e traçadas medidas para a actividade do Partido nesta área decisiva.