Natal triste mas solidário
Jerónimo de Sousa visitou, no dia 29, os trabalhadores da Pereira da Costa Construções, que há quatro meses se encontram em vigília à porta da empresa.
Esta luta é um exemplo para todos os trabalhadores que enfrentam dificuldades
«Pereira da Costa – uma herança do passado, uma visão de futuro», lê-se num grande cartaz publicitário colocado na parede das instalações da empresa de construções da Amadora. Mas o «futuro» parece ser apenas um slogan vazio, já que a administração parece apostada no encerramento da empresa. Depois de ter despedido ilegalmente 90 trabalhadores – que foi obrigada a reintegrar por ordem judicial – e de não pagar os salários desde Setembro, a administração entregou nos tribunais, no passado dia 16 de Novembro, o pedido de insolvência.
Junto à porta da empresa, uma grande tenda serve de albergue aos trabalhadores que ali se concentram, dia e noite, por turnos, desde há quase quatro meses. O objectivo é impedir a retirada do interior das instalações qualquer património que possa servir de créditos para os trabalhadores em caso de ser decidida a falência.
Nessa tenda, e com umas brasas como aquecimento, passaram o Natal alguns trabalhadores acompanhados pelas suas famílias. A outros coube entrar ali no novo ano. A referência à quadra festiva está presente em dois cartazes presos à rede. O seu sentido é contraditório, mas são ambos verdadeiros. «Um triste Natal», lê-se num deles, escrito a marcador num pedaço de cartão. Logo abaixo, um outro complementa o anterior: «Natal solidário!».
Em luta desde o início de Setembro pelo emprego e pelo pagamento dos salários, os trabalhadores da Pereira da Costa não estão sozinhos. Para além do calor das brasas, que aquecem os corpos nos dias frios de Inverno, a solidariedade também aconchega os corações. Da população da Amadora chegam vozes de apoio, assim como do movimento sindical, de eleitos em órgãos de poder local, da organização do PCP e dos deputados comunistas na Assembleia da República.
Admiração e solidariedade
Dia 29 foi Jerónimo de Sousa a visitar os trabalhadores da Pereira da Costa Construções. Não foi a primeira vez que o secretário-geral do PCP levou a estes trabalhadores a solidariedade dos comunistas. Dirigindo-se aos trabalhadores, Jerónimo de Sousa considerou «admirável o esforço e o sacrifício na luta que vocês estão a travar». Luta essa, realçou, num momento em que a «impunidade grassa, em que são cada vez mais os processos de deslocalização, falência e encerramento de empresas e o ataque aos direitos dos trabalhadores». A vossa luta – prosseguiu – constitui um estímulo para muitos outros trabalhadores.
Na opinião do secretário-geral do PCP, está é uma luta pelo direito ao trabalho e contra os despedimentos. Mas também uma luta por um direito básico – o direito ao salário, em dívida desde Setembro para cerca de 90 trabalhadores. Para Jerónimo de Sousa, «se vocês não tivessem lutado, estariam aqui possivelmente as instalações vazias e estariam todos dependentes da Segurança Social, e alguns nem isso».
Apelando à continuação da luta pelos direitos e pelos salários, o dirigente comunista lembrou: «Eles estão à espera que vocês baixem os braços, que se conformem. Querem é que vocês saiam daqui, porque o que mais os incomoda é esta vossa força, esta vossa determinação.» Acabe este caso como acabar, destacou, «eles já estão a perder».
Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa recordou os requerimentos apresentados pelo Grupo Parlamentar comunista e a questão colocada por si ao primeiro-ministro.
Junto à porta da empresa, uma grande tenda serve de albergue aos trabalhadores que ali se concentram, dia e noite, por turnos, desde há quase quatro meses. O objectivo é impedir a retirada do interior das instalações qualquer património que possa servir de créditos para os trabalhadores em caso de ser decidida a falência.
Nessa tenda, e com umas brasas como aquecimento, passaram o Natal alguns trabalhadores acompanhados pelas suas famílias. A outros coube entrar ali no novo ano. A referência à quadra festiva está presente em dois cartazes presos à rede. O seu sentido é contraditório, mas são ambos verdadeiros. «Um triste Natal», lê-se num deles, escrito a marcador num pedaço de cartão. Logo abaixo, um outro complementa o anterior: «Natal solidário!».
Em luta desde o início de Setembro pelo emprego e pelo pagamento dos salários, os trabalhadores da Pereira da Costa não estão sozinhos. Para além do calor das brasas, que aquecem os corpos nos dias frios de Inverno, a solidariedade também aconchega os corações. Da população da Amadora chegam vozes de apoio, assim como do movimento sindical, de eleitos em órgãos de poder local, da organização do PCP e dos deputados comunistas na Assembleia da República.
Admiração e solidariedade
Dia 29 foi Jerónimo de Sousa a visitar os trabalhadores da Pereira da Costa Construções. Não foi a primeira vez que o secretário-geral do PCP levou a estes trabalhadores a solidariedade dos comunistas. Dirigindo-se aos trabalhadores, Jerónimo de Sousa considerou «admirável o esforço e o sacrifício na luta que vocês estão a travar». Luta essa, realçou, num momento em que a «impunidade grassa, em que são cada vez mais os processos de deslocalização, falência e encerramento de empresas e o ataque aos direitos dos trabalhadores». A vossa luta – prosseguiu – constitui um estímulo para muitos outros trabalhadores.
Na opinião do secretário-geral do PCP, está é uma luta pelo direito ao trabalho e contra os despedimentos. Mas também uma luta por um direito básico – o direito ao salário, em dívida desde Setembro para cerca de 90 trabalhadores. Para Jerónimo de Sousa, «se vocês não tivessem lutado, estariam aqui possivelmente as instalações vazias e estariam todos dependentes da Segurança Social, e alguns nem isso».
Apelando à continuação da luta pelos direitos e pelos salários, o dirigente comunista lembrou: «Eles estão à espera que vocês baixem os braços, que se conformem. Querem é que vocês saiam daqui, porque o que mais os incomoda é esta vossa força, esta vossa determinação.» Acabe este caso como acabar, destacou, «eles já estão a perder».
Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa recordou os requerimentos apresentados pelo Grupo Parlamentar comunista e a questão colocada por si ao primeiro-ministro.