Galp dá milhões ao capital
Pelos planos conhecidos da administração da Galp Energia, os accionistas deverão receber mais 870 milhões de euros, de dividendos extraordinários, o que os trabalhadores rejeitam.
Aos trabalhadores ficariam destinados apenas 0,3 por cento do bolo
Em plenários marcados para anteontem, em Sines, e para segunda-feira, dia 2, em Lisboa e no Porto, os trabalhadores vão analisar o resultado de reuniões dos seus representantes com a administração, onde foi apresentada a necessidade de clarificação das notícias que saíram na comunicação social mas não foram alvo de qualquer informação oficial. Mas, sobretudo, coloca-se uma questão de justiça. «O extraordinário resultado deve agora considerar também uma sua afectação, igualmente extraordinária, por aqueles que vêm construindo a empresa e garantindo o seu desenvolvimento», reclama a Comissão Central de Trabalhadores. Considerando a verba processada em Junho, apenas aos funcionários da Petrogal, a CCT estima que «o mínimo a ser distribuído, no universo Galp Energia, corresponde, em números redondos, a cerca de 5 mil euros por cada trabalhador». Se assim for, «o montante a ser absorvido pelos accionistas é de cerca de 98 por cento dos mil milhões de euros» (222 milhões da distribuição de dividendos decidida em Abril e mais 870 milhões, aprovados a 31 de Agosto).
A CCT, no comunicado de dia 21, ressalva que, perante um resultado extraordinário de tão elevado montante, «forçosamente» deverão ser considerados «aspectos essenciais» da empresa e do seu futuro, designadamente, a «execução dos necessários investimentos produtivos e imprescindíveis» e a «implementação de uma séria política de pessoal, com as devidas actualizações profissionais e salariais».
Expostas estas posições na reunião de dia 20, com a administração, a CCT diz aguardar, «dentro dos próximos dias», uma decisão da empresa sobre a verba a distribuir aos trabalhadores, «tendo até em conta que lucros dos últimos anos não foram então considerados», sendo «”repescados” agora, mas só pela rede dos accionistas».
A CCT, no comunicado de dia 21, ressalva que, perante um resultado extraordinário de tão elevado montante, «forçosamente» deverão ser considerados «aspectos essenciais» da empresa e do seu futuro, designadamente, a «execução dos necessários investimentos produtivos e imprescindíveis» e a «implementação de uma séria política de pessoal, com as devidas actualizações profissionais e salariais».
Expostas estas posições na reunião de dia 20, com a administração, a CCT diz aguardar, «dentro dos próximos dias», uma decisão da empresa sobre a verba a distribuir aos trabalhadores, «tendo até em conta que lucros dos últimos anos não foram então considerados», sendo «”repescados” agora, mas só pela rede dos accionistas».