Por mais desenvolvimento
«PCP mais Forte, Montemor com Futuro» foi o lema da VIII Assembleia da Organização Concelhia de Montemor-o-Novo do PCP, que se realizou no sábado passado, com a presença de Luísa Araújo, membro da Comissão Política.
A Assembleia analisou o Balanço de Actividade política e partidária desde a última Assembleia, discutiu e aprovou uma Resolução Política, que aponta medidas para o reforço do Partido, e elegeu uma nova Comissão Concelhia, composta por 15 elementos, quatro dos quais integram-na pela primeira vez.
Os participantes começaram por caracterizar o concelho, que sofre uma ofensiva económica que não permite o seu desenvolvimento económico e social.
No mundo rural, a concentração da propriedade da terra impede o desenvolvimento e a criação de emprego. Só 46 grandes proprietários possuem 42,5% da propriedade útil, tendo desaparecido, entre 1989 e 1999, um terço dos pequenos agricultores. Por sua vez, a Barragem dos Minutos, que tanto augurava para o desenvolvimento agrícola do concelho, não é aproveitada como devia, já que 90% dos 1500 hectares do perímetro de rega estão concentrados em dezena e meia de grandes latifúndios.
O desemprego estrutural aumenta assim como as manchas de pobreza, sobretudo entre os idosos; acentua-se a desertificação humana e económica, agravada com o encerramento progressivo de serviços públicos; degradam-se as condições de vida das populações.
Estancar desertificação
Na caracterização que fazem do concelho, os comunistas de Montemor mostram-se preocupados com as questões e da Saúde e da Educação, face à política do Governo de encerramento dos serviços públicos, mas congratulam-se com o salto quantitativo e qualitativo que a Acção Social deu nos últimos dez anos, graças a parcerias bem sucedidas entre o poder central, as IPSS, as autarquias e o investimento privado. A gestão estratégica CDU na Câmara revelou-se mesmo decisiva, quer pelo apoio directo a vários investimentos nesta área, quer pela criação da Rede Social, que concilia a estratégia dos vários intervenientes.
Na Resolução Política aprovada, a Assembleia apontou várias medidas para minimizar os problemas detectados. Entre elas, a reivindicação de investimentos produtivos, que permitam a criação de emprego e riqueza e estanquem a desertificação; o fim da velha estrutura latifundiária, sem o qual não existe desenvolvimento sustentado; a classificação da água da Barragem dos Minutos para abastecimento público.
Em termos organizativos, a Assembleia definiu igualmente um conjunto de medidas para o reforço do Partido, uma das mais importantes, a de levar a organização do PCP para as empresas privadas, recrutando novos militantes entre os seus trabalhadores.
Luísa Araújo, que encerrou os trabalhos, valorizou o debate realizado na Assembleia e o trabalho desenvolvido pela organização de Montemor face aos ataques sistema da política de direita, cujas consequências para o concelho e para o País denunciou veementemente.
A Assembleia analisou o Balanço de Actividade política e partidária desde a última Assembleia, discutiu e aprovou uma Resolução Política, que aponta medidas para o reforço do Partido, e elegeu uma nova Comissão Concelhia, composta por 15 elementos, quatro dos quais integram-na pela primeira vez.
Os participantes começaram por caracterizar o concelho, que sofre uma ofensiva económica que não permite o seu desenvolvimento económico e social.
No mundo rural, a concentração da propriedade da terra impede o desenvolvimento e a criação de emprego. Só 46 grandes proprietários possuem 42,5% da propriedade útil, tendo desaparecido, entre 1989 e 1999, um terço dos pequenos agricultores. Por sua vez, a Barragem dos Minutos, que tanto augurava para o desenvolvimento agrícola do concelho, não é aproveitada como devia, já que 90% dos 1500 hectares do perímetro de rega estão concentrados em dezena e meia de grandes latifúndios.
O desemprego estrutural aumenta assim como as manchas de pobreza, sobretudo entre os idosos; acentua-se a desertificação humana e económica, agravada com o encerramento progressivo de serviços públicos; degradam-se as condições de vida das populações.
Estancar desertificação
Na caracterização que fazem do concelho, os comunistas de Montemor mostram-se preocupados com as questões e da Saúde e da Educação, face à política do Governo de encerramento dos serviços públicos, mas congratulam-se com o salto quantitativo e qualitativo que a Acção Social deu nos últimos dez anos, graças a parcerias bem sucedidas entre o poder central, as IPSS, as autarquias e o investimento privado. A gestão estratégica CDU na Câmara revelou-se mesmo decisiva, quer pelo apoio directo a vários investimentos nesta área, quer pela criação da Rede Social, que concilia a estratégia dos vários intervenientes.
Na Resolução Política aprovada, a Assembleia apontou várias medidas para minimizar os problemas detectados. Entre elas, a reivindicação de investimentos produtivos, que permitam a criação de emprego e riqueza e estanquem a desertificação; o fim da velha estrutura latifundiária, sem o qual não existe desenvolvimento sustentado; a classificação da água da Barragem dos Minutos para abastecimento público.
Em termos organizativos, a Assembleia definiu igualmente um conjunto de medidas para o reforço do Partido, uma das mais importantes, a de levar a organização do PCP para as empresas privadas, recrutando novos militantes entre os seus trabalhadores.
Luísa Araújo, que encerrou os trabalhos, valorizou o debate realizado na Assembleia e o trabalho desenvolvido pela organização de Montemor face aos ataques sistema da política de direita, cujas consequências para o concelho e para o País denunciou veementemente.