Ataque-se o desemprego
Na sessão pública que teve lugar anteontem, em Lisboa, Jerónimo de Sousa alertou para aspectos graves da caracterização do desemprego e apresentou propostas do PCP, que vai promover uma interpelação ao Governo.
O desemprego não é uma fatalidade
Sob o tema «Portugal precisa, PCP propõe: produção, emprego, trabalho com direitos», o secretário-geral do Partido leu, no Centro de Trabalho Vitória, uma detalhada exposição, considerando que o desemprego é hoje um dos mais graves problemas nacionais e tem vindo a crescer, permanentemente, desde o início de 2002. Salientou o aumento preocupante do número de trabalhadores desempregados há doze meses ou mais, situação que corresponde já a 53 por cento do total, «situação nunca ocorrida antes, pelo menos desde o 25 de Abril de 1974».
O desemprego de jovens é mais do dobro da média nacional. Sublinhou Jerónimo de Sousa o facto de 92,4 por cento dos novos desempregados, no último ano, serem mulheres.
Esta é «uma situação dramática para milhares e milhares de trabalhadores, que inevitavelmente se irá agudizar com as últimas medidas anunciadas pelo Governo para a Administração Pública» e que é agravada pelo crescimento contínuo do trabalho precário.
O dirigente comunista reafirmou que, «para o PCP o desemprego não é uma inevitabilidade», pois «resulta da acção e de políticas concretas de governos concretos, de instituições concretas, de grupos económicos concretos». Em Portugal, a evolução do desemprego «nos últimos seis a oito anos, é consequência clara e inequívoca da conjugação das políticas económicas, financeiras e sociais prosseguidas pelos últimos governos». Aos eleitores, o PS prometeu a criação de 150 mil postos de trabalho, mas «o seu Governo elaborou um Plano Nacional de Emprego que não responde às necessidades do combate ao desemprego», acusou Jerónimo de Sousa, frisando que «nas Grandes Opções do Plano para 2007, demonstrando uma enorme insensibilidade, não estabelece o combate ao desemprego como uma prioridade de acção».
«Embora conscientes das complexidades, dificuldades e morosidades dos processos de criação de empregos nas actuais circunstâncias, urge contudo, avançar com decisão, rapidez, empenho e particularmente com uma muito clara orientação de classe», afirmou o dirigente comunista, que elencou um vasto conjunto de propostas.
O desemprego de jovens é mais do dobro da média nacional. Sublinhou Jerónimo de Sousa o facto de 92,4 por cento dos novos desempregados, no último ano, serem mulheres.
Esta é «uma situação dramática para milhares e milhares de trabalhadores, que inevitavelmente se irá agudizar com as últimas medidas anunciadas pelo Governo para a Administração Pública» e que é agravada pelo crescimento contínuo do trabalho precário.
O dirigente comunista reafirmou que, «para o PCP o desemprego não é uma inevitabilidade», pois «resulta da acção e de políticas concretas de governos concretos, de instituições concretas, de grupos económicos concretos». Em Portugal, a evolução do desemprego «nos últimos seis a oito anos, é consequência clara e inequívoca da conjugação das políticas económicas, financeiras e sociais prosseguidas pelos últimos governos». Aos eleitores, o PS prometeu a criação de 150 mil postos de trabalho, mas «o seu Governo elaborou um Plano Nacional de Emprego que não responde às necessidades do combate ao desemprego», acusou Jerónimo de Sousa, frisando que «nas Grandes Opções do Plano para 2007, demonstrando uma enorme insensibilidade, não estabelece o combate ao desemprego como uma prioridade de acção».
«Embora conscientes das complexidades, dificuldades e morosidades dos processos de criação de empregos nas actuais circunstâncias, urge contudo, avançar com decisão, rapidez, empenho e particularmente com uma muito clara orientação de classe», afirmou o dirigente comunista, que elencou um vasto conjunto de propostas.