Luta garantiu direitos
A 8.ª Assembleia de Célula do PCP dos Correios de Lisboa realizou-se em plena luta dos trabalhadores do sector e traçou medidas para o reforço da intervenção do Partido.
A administração dos CTT recuou na sua intenção de fazer caducar o AE
Realizada no final de Maio, a 8.ª Assembleia da Célula do PCP dos Correios de Lisboa destacou a recente vitória obtida pelos trabalhadores dos CTT, que conseguiram, por força da sua luta e firmeza, que a administração retirasse a sua proposta de extinção do Acordo de Empresa, com a qual pretendia eliminar direitos e garantias dos trabalhadores.
Na resolução política aprovada, os comunistas do sector destacam que a ofensiva da administração «provocou uma onde solidária entre os trabalhadores, que passou por uma greve geral em 28 de Abril, com níveis de adesão que havia muito não se viam». Nesse mesmo dia, recordam os comunistas, uma manifestação reuniu mais de 3 mil trabalhadores.
Na resolução da Assembleia, destaca-se o desrespeito da administração dos CTT pelas relações de trabalho. «De condições de trabalho a instalações, de preenchimentos de postos de trabalho à correcção de arbitrariedades de muitos dirigentes de serviço locais, muita e variada tem sido a actividade sindical revertida em centenas de plenários e sessões de esclarecimento e passando muitas vezes por greves quer ao trabalho extraordinário quer greve geral, de âmbito local ou mesmo regional», realçam os comunistas.
Nas outras empresas de Correios, «embora com contornos diferenciados, a situação foi em tudo idêntica: desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e pela lei são uma constante», acusa o PCP. Na DHL, chegou-se ao ponto de pretender «silenciar o delegado e dirigente do SNTCT (Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações), transferindo-o de local de trabalho». Nas restantes empresas, afirmam os comunistas, a organização sindical reiniciou-se e «começa agora a produzir os seus frutos mesmo que eles derivem de reuniões e esclarecimentos feitos à porta das mesmas».
Defender o serviço público
O PCP contesta o rumo que tem sido seguido pelos serviços postais. Para os comunistas, «impõe-se manter a acção contra a liberalização total dos serviços postais», que consideram estar a ser dinamizada, no plano europeu, por um grupo de pressão liderado pelos correios alemães.
O PCP considera que os serviços reservados, até 50 gramas, são a única forma de garantir «quer a manutenção do serviço público (dito universal) de Correios quer a sobrevivência do operador de serviço público, os CTT».
Lembrando que os serviços reservados estão limitados às 50 gramas desde o início deste ano, o PCP exige que não se avance mais e quer que o Governo português «se junte àqueles que hoje defendem que a liberalização deve ficar por aí, em virtude da recusa dos operadores privados a comparticiparem nos custos do serviço público». Os comunistas defendem que o grupo de pressão partidário da liberalização total seja combatido, «sob pena de vermos hipotecado o futuro dos serviços postais públicos».
A assembleia decidiu criar núcleos do Partido por local de trabalho, bem como núcleos de reformados. Foi eleito o secretariado de célula, composto por 13 membros.
Na resolução política aprovada, os comunistas do sector destacam que a ofensiva da administração «provocou uma onde solidária entre os trabalhadores, que passou por uma greve geral em 28 de Abril, com níveis de adesão que havia muito não se viam». Nesse mesmo dia, recordam os comunistas, uma manifestação reuniu mais de 3 mil trabalhadores.
Na resolução da Assembleia, destaca-se o desrespeito da administração dos CTT pelas relações de trabalho. «De condições de trabalho a instalações, de preenchimentos de postos de trabalho à correcção de arbitrariedades de muitos dirigentes de serviço locais, muita e variada tem sido a actividade sindical revertida em centenas de plenários e sessões de esclarecimento e passando muitas vezes por greves quer ao trabalho extraordinário quer greve geral, de âmbito local ou mesmo regional», realçam os comunistas.
Nas outras empresas de Correios, «embora com contornos diferenciados, a situação foi em tudo idêntica: desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e pela lei são uma constante», acusa o PCP. Na DHL, chegou-se ao ponto de pretender «silenciar o delegado e dirigente do SNTCT (Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações), transferindo-o de local de trabalho». Nas restantes empresas, afirmam os comunistas, a organização sindical reiniciou-se e «começa agora a produzir os seus frutos mesmo que eles derivem de reuniões e esclarecimentos feitos à porta das mesmas».
Defender o serviço público
O PCP contesta o rumo que tem sido seguido pelos serviços postais. Para os comunistas, «impõe-se manter a acção contra a liberalização total dos serviços postais», que consideram estar a ser dinamizada, no plano europeu, por um grupo de pressão liderado pelos correios alemães.
O PCP considera que os serviços reservados, até 50 gramas, são a única forma de garantir «quer a manutenção do serviço público (dito universal) de Correios quer a sobrevivência do operador de serviço público, os CTT».
Lembrando que os serviços reservados estão limitados às 50 gramas desde o início deste ano, o PCP exige que não se avance mais e quer que o Governo português «se junte àqueles que hoje defendem que a liberalização deve ficar por aí, em virtude da recusa dos operadores privados a comparticiparem nos custos do serviço público». Os comunistas defendem que o grupo de pressão partidário da liberalização total seja combatido, «sob pena de vermos hipotecado o futuro dos serviços postais públicos».
A assembleia decidiu criar núcleos do Partido por local de trabalho, bem como núcleos de reformados. Foi eleito o secretariado de célula, composto por 13 membros.