Migrantes com direitos

A CGTP-IN e a TUC britânica assinaram, dia 6, em Lisboa, um protocolo de cooperação para «enquadramento e defesa sindicais dos trabalhadores migrantes, quer no Reino Unido, quer em Portugal».
Ao acto assistiram dirigentes sindicais, o secretário de Estado das Comunidades e o embaixador do Reino Unido, revelou a central, num comunicado de imprensa em que recorda o crescente aumento do número de trabalhadores portugueses naquele país, em sectores como a hotelaria, a restauração, a saúde, a agricultura e a indústria de alimentação, entre outros. Este aumento «justifica, da parte das centrais sindicais, uma particular atenção», uma vez que «trabalhadores sem direitos, precários e sem organização sindical são vulneráveis, com prejuízo para si e para os outros trabalhadores», e «a resposta deve ser encontrada junto da organização sindical». O protocolo vigora por dois anos, prevendo actividades de informação e formação, e a produção de materiais sobre a legislação inglesa e sobre as vantagens da adesão aos sindicatos.

Suíça

Há cerca de 20 mil portugueses que, todos os anos, trabalham na Suíça com contratos de três meses, encontrando-se numa situação precária e sujeitos a uma ainda maior exploração. O alerta foi dado por Manuel Beja, comentando à agência Lusa o aumento do número de portugueses naquele país, revelado pelo gabinete federal das migrações (ODM).
Para o sindicalista português e membro do Conselho das Comunidades, os trabalhadores temporários – contratados por agências com filiais em Portugal, sobretudo no Norte – não são oficialmente contabilizados, mas aumentam significativamente os 167 mil cidadãos nacionais com residência fixa na Suíça. Entre os problemas que mais são referidos aos sindicatos, por estes portugueses, Manuel Beja referiu os alojamentos sem condições, os baixos salários, as horas extraordinárias que não são pagas, a negação do direito a seguros de doença e de trabalho.
Segundo o ODM, os portugueses são a terceira comunidade estrangeira a residir na Suíça, depois da italiana (296 mil) e da Sérvia e Montenegro (196 mil).


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