Açores

I Congresso regional da JCP

Teve lugar na Ilha das Flores, no passado fim-de-semana, o I Congresso Regional da JCP dos Açores. Constituído por cerca de meia centena de participantes provenientes de todos os colectivos da ilha, o congresso debateu, com grande intensidade e participação, problemas políticos específicos e a realidade açoriana.
Durante os dois dias, foi aprovada uma Resolução Política e eleita uma Direcção Regional de sete membros. Herlanda Amado, funcionária administrativa, de 24 anos, foi eleita, pela Direcção, como Coordenadora Regional da JCP. Foi ainda aprovada uma moção sobre «Conquistas de Abril» e um «Apelo à Juventude Açoriana sobre as Eleições Regionais de Outubro».
No domingo, a sessão de encerramento foi aberta por João Corvelo, Presidente da Mesa, que procedeu à apresentação da Direcção eleita e agradeceu a todas as entidades públicas e privadas que facilitaram a realização daquela iniciativa. Segui-se uma homenagem a Carlos Paredes com a apresentação, por Ângela Loura, de um texto dedicado à memória do grande músico e militante do PCP, falecido recentemente.
Romão Silva, em nome do congresso, apresentou uma moção de protesto em relação às políticas governativas nacionais e regionais, apresentação que terminou com todo o congresso a mostrar, aos governos da República e da Região, o «cartão vermelho».
Mais à frente, Elisabete Neves, apresentou uma moção de apoio às candidaturas CDU, documento proposto para subscrição dos jovens açorianos. Por seu lado, a Coordenadora Regional da JCP, Herlanda Amado, usando da palavra, pôs em destaque as principais reivindicações específicas sobre política juvenil e que integram a Resolução Política aprovada. A jovem comunista terminou a sua intervenção com um veemente apelo no sentido da JCP dos Açores dar toda a prioridade, em todas as ilhas, ao apoio à próxima campanha eleitoral regional.
O deputado Paulo Valadão, eleito pelo círculo das Flores, dirigiu uma saudação à iniciativa da JCP, após o que usou da palavra o Coordenador do PCP Açores, José Decq Mota, que depois de saudar o congresso e felicitar os jovens comunistas pôs ênfase no projecto de transformação da sociedade do PCP e no papel político específico dos comunistas e da CDU dos Açores, considerando que o papel, a intervenção e a criatividade da juventude, são essenciais a essa transformação e a essa intervenção.


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