Das cinzas ao desenvolvimento regional
Transformar as cinzas numa floresta que seja uma mais valia ecológica e um factor de desenvolvimento regional e nacional – é o que defendem «Os Verdes».
«Será que não estamos perante uma questão de defesa nacional?»
A visão meramente economicista da floresta contribuiu para o aumento da desertificação e isolamento das povoações rurais, para a mudança da capacidade de autodefesa da floresta e alterou completamente a relação do homem com as árvores – esta é a análise do Partido Ecologista «Os Verdes», que exige medidas de fundo que alterem o panorama florestal português, transformando as cinzas numa «floresta diversificada», de uso múltiplo, que seja uma mais valia ecológica e um factor de desenvolvimento regional e nacional.
Os ecologistas adiantam que a situação dos incêndios ainda não se pode dar por controlada, visto as condições propícias continuarem a fazer-se sentir. Por isso, defendem mais meios de vigilância e de combate aos fogos.
O partido ecologista afirma que «este era um cenário previsível» e que não foram adaptados os meios para fazer face à desertificação do mundo rural, às pressões de diversos interesses económicos e às novas formas de criminalidade. «Pelo contrário, com este Governo a prevenção ainda ficou mais fragilizada com os cortes orçamentais e as reestruturações economicistas dos serviços», acrescenta, garantindo que a política florestal seguida nos últimos 20 anos contribuiu para atear o drama que hoje se vive.
«Visão redutora»
«Os Verdes» criticam a «visão minimalista e redutora dos dramas sociais e dos estragos» que é patente na decisão do Conselho de Ministros de declarar calamidade pública e não accionar o Plano Nacional de Emergência, ficando «muito aquém das necessidades».
«Não se compreende a resistência do Governo em accionar o Plano de Emergência. Será que temos de aguardar que todos os distritos estejam em chamas? Não se compreende as poucas forças e os reduzidos meios militares disponibilizados para vigiar as áreas florestadas, ajudar os bombeiros no terreno e apoiar as populações afectadas. Ou será que o Governo prefere combater armas de destruição massiva fictícias e não as bem reais, como esta que vai consumindo o País? Será que não estamos perante uma questão de defesa nacional?», interrogam «Os Verdes».
«Gostaríamos que o senhor primeiro-ministro nos dissesse quanto tempo vão sobreviver as famílias que perderam as fontes de rendimento com um subsídio de sobrevivência imediata, de prestação única, de valor equivalente a um salário mínimo nacional por cada elemento do agregado familiar?», questionam.
Os ecologistas adiantam que a situação dos incêndios ainda não se pode dar por controlada, visto as condições propícias continuarem a fazer-se sentir. Por isso, defendem mais meios de vigilância e de combate aos fogos.
O partido ecologista afirma que «este era um cenário previsível» e que não foram adaptados os meios para fazer face à desertificação do mundo rural, às pressões de diversos interesses económicos e às novas formas de criminalidade. «Pelo contrário, com este Governo a prevenção ainda ficou mais fragilizada com os cortes orçamentais e as reestruturações economicistas dos serviços», acrescenta, garantindo que a política florestal seguida nos últimos 20 anos contribuiu para atear o drama que hoje se vive.
«Visão redutora»
«Os Verdes» criticam a «visão minimalista e redutora dos dramas sociais e dos estragos» que é patente na decisão do Conselho de Ministros de declarar calamidade pública e não accionar o Plano Nacional de Emergência, ficando «muito aquém das necessidades».
«Não se compreende a resistência do Governo em accionar o Plano de Emergência. Será que temos de aguardar que todos os distritos estejam em chamas? Não se compreende as poucas forças e os reduzidos meios militares disponibilizados para vigiar as áreas florestadas, ajudar os bombeiros no terreno e apoiar as populações afectadas. Ou será que o Governo prefere combater armas de destruição massiva fictícias e não as bem reais, como esta que vai consumindo o País? Será que não estamos perante uma questão de defesa nacional?», interrogam «Os Verdes».
«Gostaríamos que o senhor primeiro-ministro nos dissesse quanto tempo vão sobreviver as famílias que perderam as fontes de rendimento com um subsídio de sobrevivência imediata, de prestação única, de valor equivalente a um salário mínimo nacional por cada elemento do agregado familiar?», questionam.