Debilidades agravam-se
A estagnação da actividade económica e a regressão social do país, fruto da política do Governo, têm repercussões particularmente gravosas na região do Algarve, cujos atrasos estruturais são reconhecidos, denuncia a Direcção Regional do Algarve do PCP, em reunião realizada no dia 4 de Julho.
Por outro lado, as debilidades de desenvolvimento económico - centrado quase exclusivamente no sector turístico, com o abandono, de outros sectores produtivos - vão ser agravadas ainda mais com as recentes propostas da Comissão Europeia para o sector da pesca, que merecem na região uma onda de repúdio.
Também se mantém, ainda que suspensa momentaneamente, a ameaça do livre acesso da frota espanhola às nossas águas, das 12 às 200 milhas, o que, a verificar-se, representaria um «golpe de misericórdia» neste sector estratégico. O PCP não aceita que a região possa ainda vir a ser confrontada com o aumento das capturas e o esgotamento dos seus recursos, agravando um sector - o pesqueiro - que, no Algarve, significa a sobrevivência de milhares de pessoas, cuja economia familiar depende essencialmente dessa actividade.
«A quebra do investimento, a estagnação e mesmo o declínio da actividade produtiva, o desenvolvimento desequilibrado entre os sectores, a desertificação do interior» são outras situações que caracterizam a região. Daí que os comunistas vejam na revisão do PROTAL uma «oportunidade privilegiada» para a tomada de opções claras de desenvolvimento da Região, considerando inadmissível que o projecto de novo PROTAL, cuja revisão foi decidida há dois anos, não se esteja sequer a discussão pública.
Regionalização impõe-se
Este quadro torna imperiosa a necessidade da criação da Região Administrativa do Algarve, pois não é credível que «estruturas de poder desconcentrado, fragmentado e disperso», possam tomar decisões sobre os principais problemas «de forma rápida e em consonância com os interesses das populações».
«O Algarve precisa de uma Região Administrativa, com órgãos democráticos eleitos e próximos das populações», diz a DORAL, que considera ter chegado a altura de «cada força política definir com clareza as suas posições e responsabilidades, e de as assumir na prática».
Em consequência das políticas governamentais, para além do problema do desemprego na região, verifica-se também o rápido agravamento da situação de uma vasta camada de micro e pequenos empresários.
Juntando a estes factos a quebra real dos salários e das pensões, o aumento da inflação, os salários em atraso, entre outros problemas, á fácil adivinhar as cada vez mais difíceis condições de vida da maioria da população algarvia.
Por fim a DORAL discutiu questões organizativas, a Festa do Avante e as campanhas nacionais em curso no Partido, valorizando, porém, a realização de Assembleias de Organização. Caso das Assembleias da Freguesia de Sta. Bárbara de Nexe e da Concelhia de Loulé, já realizadas, e das concelhias de Silves e V. Real de Sto. António, em preparação.
Por outro lado, as debilidades de desenvolvimento económico - centrado quase exclusivamente no sector turístico, com o abandono, de outros sectores produtivos - vão ser agravadas ainda mais com as recentes propostas da Comissão Europeia para o sector da pesca, que merecem na região uma onda de repúdio.
Também se mantém, ainda que suspensa momentaneamente, a ameaça do livre acesso da frota espanhola às nossas águas, das 12 às 200 milhas, o que, a verificar-se, representaria um «golpe de misericórdia» neste sector estratégico. O PCP não aceita que a região possa ainda vir a ser confrontada com o aumento das capturas e o esgotamento dos seus recursos, agravando um sector - o pesqueiro - que, no Algarve, significa a sobrevivência de milhares de pessoas, cuja economia familiar depende essencialmente dessa actividade.
«A quebra do investimento, a estagnação e mesmo o declínio da actividade produtiva, o desenvolvimento desequilibrado entre os sectores, a desertificação do interior» são outras situações que caracterizam a região. Daí que os comunistas vejam na revisão do PROTAL uma «oportunidade privilegiada» para a tomada de opções claras de desenvolvimento da Região, considerando inadmissível que o projecto de novo PROTAL, cuja revisão foi decidida há dois anos, não se esteja sequer a discussão pública.
Regionalização impõe-se
Este quadro torna imperiosa a necessidade da criação da Região Administrativa do Algarve, pois não é credível que «estruturas de poder desconcentrado, fragmentado e disperso», possam tomar decisões sobre os principais problemas «de forma rápida e em consonância com os interesses das populações».
«O Algarve precisa de uma Região Administrativa, com órgãos democráticos eleitos e próximos das populações», diz a DORAL, que considera ter chegado a altura de «cada força política definir com clareza as suas posições e responsabilidades, e de as assumir na prática».
Em consequência das políticas governamentais, para além do problema do desemprego na região, verifica-se também o rápido agravamento da situação de uma vasta camada de micro e pequenos empresários.
Juntando a estes factos a quebra real dos salários e das pensões, o aumento da inflação, os salários em atraso, entre outros problemas, á fácil adivinhar as cada vez mais difíceis condições de vida da maioria da população algarvia.
Por fim a DORAL discutiu questões organizativas, a Festa do Avante e as campanhas nacionais em curso no Partido, valorizando, porém, a realização de Assembleias de Organização. Caso das Assembleias da Freguesia de Sta. Bárbara de Nexe e da Concelhia de Loulé, já realizadas, e das concelhias de Silves e V. Real de Sto. António, em preparação.