Despedimentos de jornalistas na Madeira
«A onda de despedimentos e outras ameaças aos direitos dos jornalistas está a chegar à região autónoma da Madeira», afirma o Sindicato dos Jornalistas, considerando que esta situação põe em risco a dignidade dos jornalistas e a própria liberdade de expressão.
Na TSF/Madeira, a empresa alega dificuldades e pretende despedir dois jornalistas. Ao mesmo tempo, a redacção da estação é transferida para a redacção do Diário de Notícias do Funchal, ambos pertencentes à PT, numa clara tentativa de fusão das duas redacções, afirma o SJ.
O sindicato considera que, por mais que a direcção do jornal afirme que os jornalistas são livres de aceitar ou não a tarefa de recolher sons para a rádio, há sérios motivos para recear esta decisão da empresa. Na opinião do SJ, é legítimo temer uma imposição de trabalho para duas entidades patronais, bem como uma degradação do serviço prestado por virtude da dupla função. Mesmo havendo lugar a uma retribuição extraordinária pela prestação do serviço adicional, o sindicato chama a atenção para o facto deste serviço poder ser utilizado para justificar o desemprego de camaradas de profissão, e conduzir a discriminações salariais no imediato e ao enfraquecimento do poder reivindicativo, a prazo. O SJ teme também que a recusa – legítima – de algum jornalista em prestar serviço para as duas entidades possa significar a preterição de jornalistas no agendamento de tarefas.
Na Rádio Jornal da Madeira e no Jornal da Madeira, ambos propriedade da diocese do Funchal e do Governo Regional, perspectiva-se o despedimento de duas dezenas de trabalhadores, entre os quais um grupo significativo de jornalistas, denuncia o sindicato, que está a realizar uma série de plenários em todas estas empresas.