A 1 de Março

Greve nos hipermercados

Se as empresas insistirem na redução dos salários reais, os trabalhadores dos super e hipermercados poderão fazer greve no próximo dia 1 de Março. Esta foi uma das principais decisões do encontro de delegados e dirigentes sindicais da FEPCES, filiada na CGTP, realizado na passada segunda-feira, dia 3 de Fevereiro. A acontecer, esta redução dos salários reais ocorreria pelo segundo ano consecutivo.

Esta decisão surge após a associação patronal do sector ter interrompido as negociações para este ano, após negar todas as propostas feitas pelos sindicatos, nomeadamente no que respeita a actualizações de salários e subsídios e à inovação e actualização do texto do Contrato Colectivo de Trabalho.

Para além da reivindicação salarial ao nível de empresa, os dirigentes e delegados sindicais decidiram também exigir a generalização do salário misto, composto pela parte fixa mais uma pequena parte variável resultante do valor de um por cento sobre o volume de vendas, a distribuir mensalmente pelos trabalhadores da empresa.

A negociação e consagração do trabalho por turnos, praticado por todas as empresas embora estas não o reconheçam, é outra das principais reivindicações dos trabalhadores do sector. Segundo a lei, qualquer loja que se mantenha aberta por um período superior à duração máxima do horário laboral trabalha por turnos. As empresas, por seu lado, não garantem aos trabalhadores as regalias que esta prática acarreta, nomeadamente o pagamento do subsídio de turno.

Os sindicalistas exigem também que se transponha para o Contrato Colectivo o que diz na lei, mas nem isso os patrões «aceitaram». Os principais direitos legais que os trabalhadores querem ver respeitados referem-se sobretudo à afixação dos mapas das férias e horários, ao conceito de retribuição e contratos a termo e a tempo parcial.

Os sindicalistas querem ainda que sejam pagas as dívidas das empresas aos trabalhadores decorrentes da aplicação incorrecta do conceito de retribuição, subsídio de Natal e de férias, e insistem com as empresas para que cumpram os direitos inalienáveis dos trabalhadores.



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