Trabalhadores contestam Câmara de Lisboa
Várias centenas de trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa concentraram-se na Praça do Município, no passado dia 29, numa reunião geral de trabalhadores. O objectivo era «debater e denunciar publicamente a política de gestão de recursos humanos do actual executivo da CML».
Acusando o executivo municipal de não ter cumprido nenhuma das promessas feitas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Libério Domingues, lembrou que na reunião de Outubro entre o presidente da autarquia, Santana Lopes, e os trabalhadores, o autarca havia prometido que não haveria lugar a despedimentos. «O que se pode chamar à situação em que um trabalhador recebe uma carta para cessar os serviços que prestava de forma continuada há cerca de seis anos? Isso não é despedimento?», questionou.
Outra das críticas do sindicato prende-se com a demora nos processos de concurso de ingresso e promoção, que continuam a demorar anos. Esta situação impede, por um lado, a regularização de situações de trabalhadores com vínculo precário a desempenhar funções permanentes e, por outro, nega o direito à carreira profissional na CML. As condições de trabalho agravam-se, chegando a atingir situações de ruptura em diversos serviços e oficinas espalhados pela cidade.
Tudo isto num quadro de total negação de diálogo entre o executivo da câmara e as estruturas representativas dos trabalhadores, lembra o sindicato. Apesar das constantes promessas de diálogo por parte de Santana Lopes, os ofícios do sindicato a solicitar reuniões ou simples esclarecimentos ficam sem resposta. Na reunião de câmara que se seguiu à reunião de trabalhadores, Santana Lopes provou esta última acusação do sindicato: quando o presidente do STML tomou da palavra, o presidente da autarquia abandonou a sala.