«Greve mundial» nos consulados e embaixadas

Os trabalhadores consulares e das missões diplomáticas portuguesas iniciaram esta semana uma greve rotativa que se prolongará até 20 de Fevereiro. A paralisação começou na terça-feira na Bélgica, Holanda e Luxemburgo e vai-se estender pelos postos nos diversos continentes.

Com esta «greve mundial», os trabalhadores reivindicam, uma vez mais, a actualização salarial referente ao ano de 2002, ainda não concretizada. Os trabalhadores contratados não viram sequer efectuada a actualização referente a 2001.

Mas reduzir esta luta à simples – ainda que fundamental – reivindicação salarial é toldá-la de significado. Os trabalhadores consulares exigem também a protecção social dos trabalhadores contratados, o cumprimento da lei no que concerne aos contratos ou o pagamento dos subsídios familiares a crianças e jovens. No fundo, querem que se cumpram as leis.

Os trabalhadores consideram ser justo exigir a abertura de concursos de acesso para progressão nas carreiras, inexistentes há quase seis anos, sobretudo para vice-cônsul. Mais de um terço dos 30 maiores serviços consulares não tem nenhum vice-cônsul. Desde há quatro anos que não são também abertos concursos para novas admissões, o que está a criar, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, promotor da greve, «graves situações de falta de recursos humanos» e ao envelhecimento do conjunto dos trabalhadores.

Os trabalhadores consulares exigem o usufruto do protocolo com a TAP, limitado aos altos dignatários, bem como a concessão de passaporte especial aos novos trabalhadores e o direito a viajar para Portugal de três em três anos para os trabalhadores em posto C, em regiões mais distantes, como África e Ásia ou com pouca presença portuguesa.



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