Misericórdias e IPSS recusam diálogo
A direcção da União das Misericórdias Portuguesas, presidida pelo padre Vítor Melícias, está a bloquear as negociações para o acordo colectivo de trabalho para o sector. A acusação é do CESP, sindicato do sector dos serviços. Em carta escrita ao presidente da União em Novembro de 2002, o CESP lembra que tem «intervindo nos processos com muita cautela por forma a evitar agravar e radicalizar conflitos, na esperança que o diálogo se concretize e produza resultados». Mas não houve diálogo pois a União das Misericórdias recusa-se a negociar.
Esta atitude foi seguida pela União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), presidida pelo também padre José Maia, que também não assinou qualquer contrato colectivo com os sindicatos. As estruturas sindicais exigiam aumentos que cobrissem a subida da inflação. Os valores apresentados pela união não cobrem os aumentos do custo de vida.