Professores contra cortes
Uma delegação da Federação Nacional dos Professores vai hoje, ao fim da tarde, entregar no Ministério da Educação um documento de protesto contra os cortes que o Governo efectuou nos orçamentos das escolas do Ensino Secundário e dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, no ano de 2002.
O documento, refere uma nota da Fenprof, foi já subscrito por responsáveis de cerca de duzentas escolas. A federação explica que, «já em cima do final de 2002, o Governo determinou um corte de 4,5 por cento no orçamento corrigido daqueles escolas para despesas correntes», o que significou «um corte de mais de metade da dotação disponível para o mês de Dezembro».
Ontem, a Fenprof recusou subscrever um acordo com o Governo sobre o novo modelo do concurso de recrutamento de docentes, por não ficar prevista a vinculação extraordinária de cerca de 6 mil professores contratados, uma questão encarada como fulcral pela federação. António Avelãs disse à Lusa que, «entre a primeira e a quarta versões do documento, apresentadas durante as negociações, há uma significativa melhoria, para a qual muito contribuiu a Fenprof», e assegurou que a federação vai continuar a lutar para que, «na sua aplicação, o documento seja o melhor possível».