Efeitos sociais da decisão dos EUA sobre as Lajes

PCP quer ouvir ministros

O PCP requereu a presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia na Assembleia da República para abordar a redução de efectivos que está perspectivada na base aérea das Lajes.

Esta iniciativa de solicitar reuniões em comissões parlamentares do ministro com os titulares dos Negócios Estrangeiros e da Economia destina-se a «discutir as várias vertentes que se colocam relativamente a este problema», esclareceu no dia 9 o deputado comunista António Filipe, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Mostrando-se «muito preocupado com as consequências sociais decorrentes da decisão anunciada pelas autoridades dos EUA», referiu sobretudo as suas «implicações para a redução do número de efectivos norte-americanos», bem como para «500 dos postos de trabalho de trabalhadores portugueses».

«No caso dos Negócios Estrangeiros, para sabermos que diligências vão ser tomadas por parte do Governo português junto dos EUA para compensar os trabalhadores e famílias afectadas por esta decisão tomada unilateralmente», afirmou o deputado do PCP, que lembrou que durante várias décadas os EUA beneficiaram da sua presença na Base das Lajes. Por outro lado, «importa discutir com o ministro da Economia que soluções o Governo está a encarar para encontrar alternativas de subsistência destas populações e da própria economia da ilha», especificou António Filipe, defendendo que o «Estado português deve ter uma posição de exigência relativamente a compensações concretas» por esta destruição de postos de trabalho.

A redução gradual dos trabalhadores portugueses da base aérea das Lajes de 900 para 400 pessoas, ao longo de 2015, e dos civis e militares norte-americanos de 650 para 165 consta do relatório sobre a reorganização das forças militares norte-americanas na Europa, cujas conclusões foram dadas a conhecer na passada semana pelo embaixador norte-americano em Portugal, Robert Sherman.

 



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